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Rollemberg propõe CPI para apurar esquema entre Banco Master e BRB

Operação "Compliance Zero" da PF e afastamentos no BRB levaram o deputado a propor investigação no Congresso.

19/11/2025
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O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a apurar fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o Banco Regional de Brasília (BRB). Estimativas preliminares da Polícia Federal apontam prejuízos que podem superar R$ 12,2 bilhões.

A proposta se deu após a deflagração da Operação "Compliance Zero", que levou à prisão do presidente do Banco Master, Daniel Bueno Vorcaro, e de outras seis pessoas, além do afastamento da diretoria do BRB. Segundo a PF, o esquema envolvia fundos fraudulentos, contratos falsificados e ativos fictícios, com indícios de tentativa de repasse de prejuízos ao banco público.

Rollemberg defende que o Congresso apure a fundo irregularidades financeiras que colocam em risco fundos públicos e previdenciários.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

As investigações apontam que a movimentação financeira irregular coincidiu com a negociação para que o BRB adquirisse o Banco Master, levantando suspeitas de que recursos públicos poderiam ter sido usados para evitar a quebra da instituição privada. A operação também revelou falta de documentação básica e descumprimento de normas regulatórias do sistema financeiro nas tratativas.

"O Parlamento precisa cumprir seu papel constitucional de fiscalizar e proteger o interesse público. A CPI é necessária para apurar a fundo essas irregularidades, identificar os responsáveis e propor mudanças legislativas que fortaleçam o sistema financeiro nacional", afirmou Rollemberg.

Há indícios de que fundos previdenciários estaduais e municipais teriam sido expostos a ativos fraudulentos ligados ao Banco Master, ampliando o potencial impacto sobre milhares de servidores públicos.

"Estamos falando da aposentadoria de milhares de trabalhadores, da estabilidade do sistema financeiro e da credibilidade das instituições. O Congresso não pode se omitir", completou.

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