O presidente nacional do PSDB e deputado federal, Aécio Neves (PSDB-MG), divulgou neste sábado (3) um posicionamento oficial no qual o partido se manifesta contra a ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela. Em nota divulgada nas redes sociais, a legenda afirmou que "repudia a invasão" e sustentou que "a violação da soberania de um país e o uso da força como instrumento político são inaceitáveis e não podem ser legitimados sob nenhuma circunstância".
O dirigente tucano ressaltou que a defesa da soberania nacional é um princípio central para regimes democráticos.
"O respeito à autodeterminação dos povos é um valor essencial para todas as nações que defendem a democracia, a paz e o direito internacional. Democracia, soberania e liberdade são princípios inegociáveis."
O PSDB também fez questão de diferenciar a crítica à ação militar estrangeira de qualquer apoio ao governo venezuelano. Segundo a nota, "essa posição não implica, em hipótese alguma, qualquer apoio ou complacência com o regime autoritário de Nicolás Maduro". O partido acrescentou que "a Venezuela vive há anos sob uma ditadura que suprimiu liberdades, destruiu instituições, empobreceu sua população e provocou uma grave crise humanitária que forçou milhões de venezuelanos a deixarem o país".
No comunicado, a sigla também direcionou críticas a governos brasileiros anteriores, ao afirmar que "é preciso também registrar que a deterioração política, econômica e social da Venezuela foi ignorada por anos pelos governos brasileiros do PT". O texto sustentou ainda que, "em nome de alinhamentos ideológicos, essas gestões fecharam os olhos para os abusos do regime e abandonaram o compromisso com a democracia na região".
Ao concluir a manifestação, o PSDB reafirmou apoio a uma solução negociada para a crise venezuelana.
"O PSDB reitera seu apoio às forças democráticas venezuelanas e defende uma saída pacífica, negociada e legítima para a crise, conduzida pelos próprios venezuelanos". A nota também aponta a necessidade de acompanhamento internacional para evitar a exploração externa das riquezas do país: "ao mesmo tempo, alerta para a necessidade de vigilância da comunidade internacional para que os interesses estratégicos e as riquezas do país pertençam, soberanamente, ao seu povo e não sejam explorados por regimes autoritários ou interesses externos."