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Pedido de vista adia votação do acordo Mercosul-União Europeia

Deliberação foi adiada na Representação Brasileira do Parlasul após solicitação de parlamentares e será retomada em 24 de fevereiro.

11/2/2026
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A apreciação do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi adiada para o dia 24 de fevereiro, em deliberação na Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul). A votação do parecer favorável do relator, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), estava prevista para esta terça-feira (10), porém, um pedido de vista do deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) demandou mais tempo para análise do extenso documento, composto por mais de 4 mil páginas.

Calheiros justificou a solicitação como uma medida para promover um debate mais amplo e aprofundado, visando o conhecimento da sociedade sobre o acordo e os desafios que ele apresenta aos governos. Ele questionou a urgência na aprovação de um acordo que se encontra em processo de judicialização na Europa.

Após pedido de vista de Renildo Calheiros, votação do parecer foi adiada para 24 de fevereiro.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O texto do acordo, assinado em janeiro no Paraguai, foi encaminhado ao Congresso por meio de mensagem (MSG) 93/2026 do Poder Executivo. O relator Arlindo Chinaglia recomenda que o documento seja analisado como projeto de decreto legislativo, seguindo para as próximas fases de avaliação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Chinaglia ressaltou que o acordo, fruto de mais de duas décadas de negociações, estabelece uma área econômica inédita, abrangendo aproximadamente 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) superior a 22 trilhões de dólares. O acordo prevê a eliminação de tarifas de importação pela União Europeia sobre cerca de 95% dos bens provenientes do Mercosul, enquanto o bloco sul-americano liberalizará aproximadamente 91% dos bens importados da Europa em um período de até 15 anos.

"Há aqui um fator estratégico de reciprocidade: aqueles que desejam exportar para o nosso mercado passarão a enfrentar a concorrência qualificada dos produtores europeus, o que reforça nossa posição em negociações com outros blocos", afirmou o relator.

Arlindo Chinaglia reafirmou ainda seu parecer favorável ao novo acordo comercial, destacando os impactos econômicos esperados para o Brasil. Segundo o parlamentar, a elaboração do texto foi precedida por uma série de consultas a especialistas.

Ele enfatizou que o pilar central da medida é a redução de tarifas de importação. Também argumentou que a diminuição dos tributos alfandegários tende a reduzir o custo final dos produtos, ampliando as opções disponíveis para o consumidor brasileiro.

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