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Levantamento revela que candidatos à reeleição na Câmara dos Deputados tiveram votos majoritariamente contrários à pauta ambiental.[fotografo]Polícia Federal/[fotografo]
Restando cerca de seis meses para o encerramento da atual legislatura, a Frente Parlamentar pelo Meio Ambiente divulgou o balanço dos resultados alcançados pela bancada e pelo país ao longo da gestão de Jair Bolsonaro (PL). Na avaliação dos seus líderes, a Câmara aprovou, em grande parte, projetos nocivos ao meio ambiente. De acordo com a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), o Brasil “regrediu 30 anos em três” na pauta ambiental.
Conforme conta o líder da frente, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), os dois primeiros anos da legislatura (2019 e 2020) não foram de saldo inteiramente negativo para o meio ambiente na Câmara. “Conseguimos impedir a aprovação de vários retrocessos aqui, como o desmonte do licenciamento ambiental, o projeto da grilagem de terras [reforma fundiária], o pacote do veneno [marco legal dos agrotóxicos] e tantas outras iniciativas”, relatou.
O ponto crítico para a legislação ambiental, para Molon, foram os dois últimos anos. “Nesse ano e meio, estamos apresentando o contrário aqui na Câmara: tudo aquilo que conseguimos represar, os retrocessos, (...) infelizmente vem sendo aprovados contra o nosso voto aqui na Câmara”.
Tabata Amaral, membro titular da frente parlamentar, considera que o âmbito legislativo não foi o único onde houve retrocesso na pauta ambiental. “Nesses três anos de governo Bolsonaro, nós já tivemos três décadas de retrocessos. A pauta ambiental no Brasil andou trinta anos para trás, porque cortaram tudo que podiam de recursos de políticas ambientais”, apontou.
A deputada ainda alega que, além do enxugamento de recursos para a preservação do meio ambiente, servidores das agências reguladoras ambientais sofreram deslocamentos para manter fora do alcance as regiões de interesse do governo, facilitando atividades ilegais como a extração irregular de madeira, a grilagem e o garimpo. “O governo Bolsonaro e sua família priorizam interesses pessoais em detrimento do nosso povo”, declarou.