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Cristiano Zanin assume relatoria de processo sobre CPI do Master

Após desistência de Dias Toffoli, ministro ficará responsável por analisar pedido para que CPI seja instalada na Câmara.

11/3/2026
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O ministro Cristiano Zanin, do STF, foi sorteado relator do mandado de segurança impetrado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) para que seja instalada a CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. O caso ficou sob responsabilidade do ministro após Dias Toffoli se declarar suspeito.

O requerimento de Rollemberg é o único na Câmara para uma investigação do Master que conta com assinaturas tanto de membros da base do governo quanto da oposição. O pedido, apresentado há mais de 30 dias, ainda não foi lido formalmente em sessão plenária diante da fila de 19 CPIs que aguardam instalação.

Requerimento sob análise de Zanin é o único com apoio de deputados governistas.Valter Campanato/Agência Brasil

Mais cedo, Toffoli havia sido escolhido por sorteio. Ao assumir, porém, declarou imediatamente sua suspeição "por motivos de foro íntimo". Por outro lado, ressaltou que a decisão não o afasta de outros processos envolvendo o Master. "Foram definitivamente afastadas, por decisão transitada em julgado, quaisquer hipóteses de suspeição ou de impedimento da minha atuação nos processos da chamada 'Operação Compliance Zero'", apontou.

Veja a íntegra da decisão de Toffoli.

Inquérito principal

Enquanto Zanin fica encarregado de decidir a respeito da possibilidade de instalação da CPI, o ministro André Mendonça assume a relatoria do inquérito principal que investiga a cúpula do Banco Master por emissão de títulos falsos no Sistema Financeiro Nacional. Mendonça também assumiu após desistência de Toffoli.

Dias Toffoli foi o primeiro relator do caso, ficando encarregado pela condução da primeira etapa da Operação Sem Desconto em novembro de 2025. Sua relatoria foi marcada por críticas constantes da Polícia Federal e do Banco Central, que o acusaram de tomar decisões incompatíveis com a rigidez da investigação, como ao determinar acareações sem que antes fossem colhidos depoimentos individuais dos suspeitos.

Na primeira quinzena de fevereiro, a Polícia Federal pediu ao STF que Toffoli fosse declarado suspeito do caso após o surgimento de indícios de relações de proximidade pessoal com investigados. O ministro dividiu voo em jato particular com um dos advogados de Daniel Vorcaro, controlador do Master; e é proprietário junto aos seus irmãos da Maridt Participações, empresa que vendeu cotas imobiliárias do Resort Tayayá ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Diante da pressão pública, Toffoli abriu mão da relatoria, e Mendonça foi sorteado para ocupar seu lugar.

Mendonça determinou a prisão de Daniel Vorcaro e Zettel na quarta-feira (4), após a perícia do celular do banqueiro indicar que ele possuía uma rede de apoio capaz de comprometer as investigações, inclusive com uso de violência. Na sexta (6), Vorcaro foi transferido à Penitenciária Federal de Brasília.

Processo: MS 40791-DF

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