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Anvisa proíbe canetas emagrecedoras irregulares no país

Produtos eram vendidos nas redes sociais sem autorização sanitária; agência alerta para riscos à saúde.

15/4/2026
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda e o uso de canetas emagrecedoras sem registro no Brasil, incluindo produtos trazidos ilegalmente do Paraguai, e determinou a apreensão dos itens. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (15), por meio da Resolução-RE 1.519/2026.

A decisão atinge, entre outros, medicamentos como Gluconex e Tirzedral, que vinham sendo comercializados de forma irregular, sem autorização sanitária. Esses produtos se popularizaram nas redes sociais como alternativas para emagrecimento rápido.

Segundo a Anvisa, os itens não possuem registro, notificação ou cadastro no país, o que significa que não passaram por avaliação de qualidade, segurança e eficácia. Por isso, a agência afirma que não há garantia sobre o conteúdo ou os efeitos dessas substâncias.

Uso desses medicamentos exige prescrição médica e acompanhamento especializado, segundo orientação da Anvisa.Tatsiana Volkava/GettyImages

Contexto regulatório e avanço das irregularidades

A decisão ocorre em meio ao aumento da circulação de versões irregulares de canetas emagrecedoras no país. Desde o início de 2026, a Anvisa vem adotando medidas para conter a entrada e a comercialização desses produtos, especialmente aqueles que são à base de agonistas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida.

Esses medicamentos, originalmente desenvolvidos para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, passaram a ser amplamente utilizados para fins estéticos, muitas vezes sem indicação médica.

A agência alerta que versões manipuladas ou importadas sem controle sanitário podem apresentar falhas graves, como problemas de esterilização, ausência de rastreabilidade dos insumos e composição desconhecida, fatores que elevam o risco de contaminação e efeitos adversos.

As chamadas "canetas emagrecedoras do Paraguai" são frequentemente produzidas por empresas desconhecidas e entram no Brasil de forma irregular, muitas vezes associadas ao contrabando na região de fronteira.

A alta demanda impulsionou a circulação ilegal e aumentou apreensões por órgãos de fiscalização. Em muitos casos, a venda ocorre pela internet, sem controle sanitário.

Riscos à saúde

A Anvisa alerta que o uso desses medicamentos pode trazer riscos graves, já que não há controle sobre a composição, armazenamento ou procedência. Substâncias como a tirzepatida, comum nesses produtos, exigem prescrição médica e acompanhamento especializado.

Além disso, parte dos compostos anunciados ainda está em fase experimental ou não foi aprovada para uso no Brasil.

O que é permitido

Atualmente, apenas medicamentos com registro na Anvisa podem ser comercializados no país. No caso de produtos adquiridos no exterior, a importação é restrita e, em geral, permitida apenas para uso pessoal, com receita médica e dentro de limites específicos.

A agência orienta consumidores a evitarem compras em redes sociais e a verificarem sempre a regularização dos medicamentos antes do uso.

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