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Lula critica tarifaço: "Trump não foi eleito imperador do mundo"

Em reunião com ministros, presidente afirmou que não quer guerra com os Estados Unidos e defendeu democracia, multilateralismo e respeito entre chefes de Estado.

3/6/2026
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O presidente Lula afirmou, durante reunião ministerial nesta quarta-feira (3), que não quer "guerra" com os Estados Unidos nem com qualquer outro país. "Eu não quero guerra com o Peru, todo mundo sabe que eu falo sempre, eu não quero guerra com os Estados Unidos, eu não quero guerra com a China, eu não quero guerra com a Bolívia, eu não quero guerra com o Uruguai, eu não quero guerra nem com a Ilha Seychelles", disse Lula.

Na sequência, o presidente defendeu o fortalecimento da democracia, do multilateralismo e da responsabilidade nas relações entre chefes de Estado. A declaração ocorre em meio à reação do governo brasileiro às propostas dos Estados Unidos de sobretaxar importações de produtos brasileiros.

Lula voltou a criticar o presidente Donald Trump pela forma como anunciou medidas contra o Brasil. Segundo ele, a relação entre países deve seguir canais diplomáticos e respeitar a soberania de cada nação.

"O Trump foi eleito pelo povo americano e eu respeito o resultado eleitoral americano. Eu fui eleito pelo povo brasileiro, ele tem que respeitar o voto do povo brasileiro. Eu não fui eleito imperador da América Latina e muito menos o Trump foi eleito imperador do mundo", afirmou.

O presidente também cobrou responsabilidade dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Para Lula, o grupo precisa discutir se seu papel é "manter a paz" ou "fomentar a guerra", diante dos conflitos em curso no mundo.

"Nós queremos paz, nós queremos progresso, nós queremos desenvolvimento, nós queremos melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro e isso nós vamos fazer até o fim", disse Lula.

O presidente afirmou ainda que pretende enviar outra carta a Trump e escrever artigos na imprensa internacional para defender a posição brasileira. Segundo ele, os Estados Unidos estão "errados", "equivocados" e "induzindo o mundo a uma violência desnecessária".

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