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Brasil é "dono do seu nariz" e não cederá em terras raras, diz Lula

Presidente afirma que o Brasil não adotará "política do vira-lata" diante de grandes potências. Segundo ele, exploração de terras raras e minerais críticos terá de passar pelo governo brasileiro.

3/6/2026
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Durante a reunião ministerial desta quarta-feira (3), o presidente Lula afirmou que o Brasil não aceitará pressões externas nem abrirá mão de sua soberania sobre recursos estratégicos. Em tom duro, disse que o país buscará outros parceiros caso investidores não queiram atuar sob as regras brasileiras. "Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O que tem que saber é que o Brasil é dono do seu nariz", afirmou Lula.

O presidente mencionou diretamente a exploração de terras raras e minerais críticos, setores que despertam interesse internacional por sua importância para tecnologia, energia e defesa. "Quem quiser explorar terra rara daqui vai ter que falar com o governo brasileiro. Quem quiser explorar minerais críticos vai ter que conversar com o governo brasileiro", declarou.

Crítica à exploração histórica

Lula comparou a disputa atual por recursos naturais a ciclos anteriores de exploração econômica do Brasil. Citou o envio de ouro para fora do país no período colonial e a exportação de minério de ferro como exemplos de situações em que, segundo ele, o Brasil ganhou menos do que deveria.

"Acabou aquela história de levar todo o nosso ouro para fora para pagar a dívida de Portugal com a Inglaterra, depois levar todo o minério de ferro, como continuam levando, e a gente ganha menos do que deveria ganhar com isso", disse.

"Política do vira-lata"

Na fala, Lula afirmou que o país não deve se comportar de forma submissa diante das grandes potências. De acordo com o presidente, o Brasil quer manter relações respeitosas, mas também exige ser respeitado.

"Nós resolvemos decidir que esse país não adotará mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas também não somos piores", afirmou.

O discurso ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, após propostas do governo Donald Trump de sobretaxar produtos brasileiros. Lula tem usado a reunião ministerial para defender negociação, soberania nacional e reação política às pressões externas.

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