A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (11) que não guarda mágoas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após as divergências que marcaram a relação entre integrantes da família e o PL nos últimos meses.
Questionada sobre encontro com o senador para gravar conteúdos de campanha, Michelle evitou revelar detalhes, mas sinalizou que houve uma reconciliação e afirmou estar livre de ressentimentos.
"Um dia de cada vez a gente tá se ajustando, mas eu não guardo mágoa de ninguém, meu coração é limpo, graças a Deus", declarou. A ex-primeira-dama acrescentou que considera prejudicial carregar ressentimentos e disse acreditar que as relações serão recompostas gradualmente.
"Até porque se eu guardar mágoa, eu é que não vou conseguir viver, né? Então, eu estou livre desse sentimento. Eu acho que as coisas vão se ajustando aos poucos."
Quanto à relação com os demais filhos de Bolsonaro, a ex-primeira-dama disse que não comentaria para evitar "polarização". A ex-primeira-dama ressaltou que "nenhuma família é perfeita".
Ceará
Apesar do aceno, Michelle reafirmou sua oposição à aliança política do PL com Ciro Gomes e classificou sua resistência à composição como "visceral". Ao comentar os bastidores da decisão partidária, Michelle afirmou que sua posição está relacionada à atuação política de Ciro contra Jair Bolsonaro.
"Hoje, o nome do meu marido não está nas urnas por conta do trabalho, de toda a articulação de Ciro Gomes."
Segundo a ex-primeira dama, o desgaste provocado pelas articulações no Ceará se somou a divergências que a levaram a tentar deixar a presidência do PL Mulher.
A ex-primeira-dama afirmou que havia recebido autonomia quando assumiu a presidência para ajudar na construção dos diretórios estaduais e das candidaturas femininas.
Michelle disse que estava cansada e pediu para sair desde novembro. No entanto, as lideranças pediram que ela esperasse mais um pouco e o desgaste levou à saída em junho deste ano.