Flávio Bolsonaro (PL) venceu o 2º turno da eleição presidencial na região intermediária do IBGE Corumbá, em Mato Grosso do Sul, com 96.800 votos e 53,27% dos votos válidos. Lula (PT) obteve 84.928 votos e 46,73%, diferença de 11.872 votos e 6,53 pontos percentuais. A região reúne 13 cidades, todas com 100% das urnas apuradas.
A votação regional ocorreu em uma eleição marcada pela virada histórica de Lula sobre Flávio Bolsonaro. O presidente chegou ao segundo turno atrás do senador, mas conseguiu reverter a desvantagem e conquistar o quarto mandato.
O que mudou entre os turnos
No 1º turno, em 4 de outubro de 2026, Flávio Bolsonaro já liderava com 94.541 votos e 53,15%, contra 74.347 votos e 41,80% de Lula. Entre os turnos, Lula avançou 4,93 pontos percentuais e somou mais 10.581 votos; Flávio Bolsonaro cresceu 0,11 ponto e acrescentou 2.259 votos. Em 2022, Jair Bolsonaro havia vencido a região com 52,83% contra 47,17% de Lula; Flávio Bolsonaro variou 0,44 ponto percentual a mais em relação àquela eleição, enquanto Lula registrou -0,44 ponto. Conforme mostrou o Congresso em Foco, Lula ampliou sua participação relativa na disputa contra Flávio nas 27 unidades da Federação, embora o senador tenha mantido a liderança em parte delas.
Cidades da região
Flávio Bolsonaro venceu em 11 das 13 cidades; Lula venceu em 2. A cidade-polo, Corumbá, foi uma delas: Lula obteve 50,73%, margem de 1,46 ponto percentual. Nas demais 12 cidades, Flávio Bolsonaro somou 54,77%, margem de 9,55 pontos. Entre as cinco maiores: Corumbá (Lula, 50,73%), Aquidauana (Flávio Bolsonaro, 51,48%), Miranda (Lula, 58,71%), Bonito (Flávio Bolsonaro, 63,24%) e Jardim (Flávio Bolsonaro, 63,29%). A cidade mais favorável a Lula foi Miranda (58,71%); a mais favorável a Flávio Bolsonaro foi Jardim (63,29%). A menor margem ocorreu em Ladário: Flávio Bolsonaro venceu por 0,17 ponto percentual - 50,09% a 49,91%.
Comparecimento e abstenção
O eleitorado somou 248.338 pessoas e o comparecimento foi de 185.024 eleitores (74,50%). A abstenção ficou em 25,50%, queda de 0,82 ponto percentual ante o 1º turno, quando havia sido 26,31%. A participação dos eleitores teve importância especial na disputa nacional. Como mostrou o Congresso em Foco, a abstenção e os votos brancos e nulos representavam um contingente expressivo de eleitores que poderia influenciar o resultado do segundo turno.
Contexto no estado e no país
A região acompanhou o resultado de Mato Grosso do Sul, onde Flávio Bolsonaro venceu com 59,60% e margem de 19,20 pontos percentuais - diferença maior do que a registrada na região. Os votos da região representaram 11,67% dos válidos do estado. No plano nacional, o resultado contrastou: Lula venceu no Brasil com 51,79% e margem de 3,57 pontos percentuais. A vitória marcou a primeira vez, desde a adoção do sistema de dois turnos para presidente, em 1989, que um candidato terminou a primeira votação em segundo lugar e conseguiu vencer a disputa. A eleição também contrariou a maioria das pesquisas divulgadas na reta final da campanha. Levantamento do Congresso em Foco mostrou quais institutos chegaram mais perto do resultado das urnas.
Veja o mapa completo dos Estados vencidos por Lula e Flávio Bolsonaro.
Perfil socioeconômico
Segundo o IBGE (Censo Demográfico 2022), a região tinha 333.118 habitantes distribuídos em 130.832,13 km², com densidade de 2,55 hab/km². A renda média per capita era de R$ 1.328,71, variando de R$ 924,13 em Miranda a R$ 1.796,79 em Bonito. O PIB regional somou R$ 13.810.418 mil em 2023 (IBGE, PIB dos Municípios 2023), com a agropecuária respondendo por 25,20% do valor adicionado bruto em 2021.