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Governo define 27 minerais prioritários para investimentos no Brasil

Lista aprovada por conselho federal estabelece três níveis de prioridade e orienta acesso a financiamentos e incentivos previstos na nova política nacional.

6/11/2026
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O Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) aprovou, nesta quinta-feira (5), uma lista de 27 minerais considerados prioritários para a política industrial brasileira. A classificação estabelece quais substâncias poderão ter acesso a instrumentos de financiamento e incentivos governamentais previstos na Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro.

A medida busca estimular investimentos públicos e privados, ampliar a industrialização desses recursos em território nacional e reduzir a dependência brasileira de cadeias produtivas estrangeiras. Entre os minerais classificados com prioridade alta estão terras raras, lítio, grafita, cobre e urânio.

O enquadramento na lista será um dos requisitos para que empreendimentos tenham acesso aos novos mecanismos de fomento. Além de trabalhar com as substâncias selecionadas, os projetos deverão integrar o Cadastro Nacional de Projetos.

Três níveis de prioridade

Os 27 minerais foram divididos em três categorias, conforme sua importância para a soberania nacional e o desenvolvimento industrial. A classificação considera fatores como riscos geopolíticos, concentração da produção mundial, possibilidade de substituição e dependência brasileira.

Prioridade

Minerais

Alta (9)

Terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio

Média (8)

Tungstênio, cromo, vanádio, tântalo, titânio, fosfato, potássio e enxofre

Baixa (10)

Nióbio, estanho, ferro, zinco, ouro, magnésio, molibdênio, tório, alumínio e grupo da platina

A classificação também orientará a ordem de prioridade no acesso aos incentivos. A lista poderá ser atualizada em futuras reuniões do conselho.

Os minerais selecionados são utilizados na fabricação de produtos como baterias de veículos elétricos, celulares, painéis solares, processadores, turbinas e equipamentos de defesa. O governo pretende estimular não apenas a extração, mas também o beneficiamento e a transformação industrial desses materiais no Brasil.

Conselho aprova lista de 27 minerais prioritários para o Brasil.Ricardo Stuckert

Financiamento

Um dos principais instrumentos previstos na política é o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), criado para compartilhar riscos de investimentos e facilitar o acesso ao crédito, especialmente nas fases iniciais de pesquisa e mineração.

O fundo poderá receber até R$ 2 bilhões em aportes da União, além de recursos de estados, municípios e investidores privados.

Outro mecanismo é o Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE), que terá limite fiscal de R$ 1 bilhão por ano entre 2030 e 2034.

Os incentivos deverão estimular investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, além da utilização de mão de obra e produtos nacionais. As empresas beneficiadas também estarão sujeitas a contrapartidas socioambientais.

A Agência Nacional de Mineração (ANM) continuará responsável pelas atividades de regulação, fiscalização e concessão de direitos minerários.

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Próximos passos

Durante a reunião, o conselho determinou que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apresente, em até 15 dias, uma proposta de definição das cadeias produtivas prioritárias do Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

A proposta será submetida à análise do colegiado e deverá orientar as próximas etapas de implementação da política.

A seleção dos minerais levou em consideração propostas dos ministérios integrantes do CIMCE, referências internacionais e contribuições de representantes do setor mineral e de especialistas.

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