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Berzoini: PT não está atrelado a Lula

30/11/2007
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Divulgação/PT

Paulo Franco

Candidato à reeleição, o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), diz que pretende aumentar a transparência e a democracia dentro do partido em um eventual segundo mandato. Ex-ministro da Previdência e do Trabalho, o deputado paulista afirma que a legenda não está atrelada ao presidente Lula e deve dialogar mais com os movimentos sociais.

“O partido já goza de plena autonomia”, afirma. “Não há atrelamento e um exemplo disso é a eleição do atual presidente da Câmara dos Deputados, pois enquanto o Lula apoiou Aldo Rebelo, o PT preferiu lançar um nome próprio, que hoje comanda a Câmara”, exemplifica.

Nesta breve entrevista, concedida por e-mail, o candidato da chapa Construindo um Novo Brasil (CNB), antigo Campo Majoritário, diz que o partido precisa estabelecer uma agenda de debates sobre temas essenciais para a democracia brasileira, como a democratização dos meios de comunicação e o processo de reorganização política através de uma ampla reforma. 

No ano passado, Berzoini se afastou da presidência do PT e da coordenação da campanha à reeleição do presidente Lula, após ter seu nome associado à denúncia de que um grupo de petistas negociava um dossiê que relacionava candidatos tucanos à máfia das ambulâncias. Nada, porém, ficou provado contra ele. Clique aqui para saber mais sobre Ricardo Berzoini

Congresso em Foco – Quais as principais propostas da candidatura Berzoini? Ricardo Berzoini – Defendemos a implementação de todas as decisões do 3º Congresso do partido, a constituição de uma direção que tenha agilidade e eficácia para viabilizar uma grande vitória nas eleições de 2008, ampliar de maneira objetiva o diálogo com os movimentos sociais para o PT partido estar sintonizado não apenas com o governo e o parlamento, mas também com o PT movimento. Queremos estabelecer uma agenda de debates sobre temas essenciais para a democracia brasileira, como a democratização dos meios de comunicação, o processo de reorganização política através de uma ampla reforma. 

Pode haver afastamento do PT com o governo do presidente Lula? O partido já goza de plena autonomia. O governo Lula é eleito pelo PT junto com outros partidos e com outros setores da sociedade. Temos que defender suas conquistas e trabalhar para dar continuidade a esse processo em 2010. Não há atrelamento e um exemplo disso é a eleição do atual presidente da Câmara dos Deputados, pois enquanto o Lula apoiou Aldo Rebelo, o PT preferiu lançar um nome próprio, que hoje comanda a Câmara.

Isso pode se repetir em 2010? Primeiro, o partido vai debater com democracia e liberdade para chegar em 2010 com viabilidade para ganhar e dar continuidade. Em qualquer governo é preciso dialogar muito com quem lidera esse governo, e o presidente Lula é o líder que todos nós já conhecemos.

O que o senhor mudaria dentro do PT se fosse eleito para um outro mandato? Como qualquer organismo coletivo, o PT enfrenta crise, como a que tivemos em 2005. Nós estamos buscando construir um caminho para ampliar a transparência e a democracia, além de melhorar nossa relação com os movimentos sociais e os organismos de base do partido.

O que é preciso mudar no governo Lula? O governo está mudando desde que iniciou o mandato, passando por diversas fases e construindo a perspectiva que nós sonhamos, de um governo que desenvolve o país, restabelece o papel do Estado, distribui renda e com uma política internacional inovadora. Então é preciso continuar nesse rumo, ampliando o investimento em infra-estrutura, melhorando a relação de fiscalização e supervisão das atividades privadas e distribuir ainda mais a renda para o povo brasileiro. Leia ainda: Alianças políticas opõem candidatos no PT

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