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Carla Zambelli é ré por porte de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo por ter perseguido jornalista eleitor de Lula na véspera do segundo turno em 2022. Foto: Redes sociais
Seis dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já votaram a favor de manter a decisão do ministro Gilmar Mendes que suspende o direito ao porte de armas por parte da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Com isso, o efeito prático da medida já se torna irrevogável após o fim do julgamento, e votos contrários passam a ter efeito meramente simbólico. O julgamento, em plenário virtual, será encerrado até as 23h59 desta sexta-feira (17).
Zambelli responde no STF por conta do episódio violento que protagonizou na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Enquanto andava por São Paulo junto com seus assessores, a parlamentar foi provocada por um opositor, e os dois começaram a brigar. No meio da discussão, o opositor a empurrou. Em resposta, a deputada e seus assessores sacaram suas armas e o perseguiram em direção a um bar, chegando a efetuar um disparo enquanto corriam.
A deputada responde desde então por porte ilegal de arma de fogo, não apenas por possuir uma arma a mais do que a sua habilitação permite, como porque, no dia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia proibido no país o porte de armas por civis até que as eleições estivessem concluídas. Gilmar Mendes ficou encarregado da relatoria do processo, e determinou que se mantivesse a suspensão de seu porte.