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Nicolás Maduro determinou fechamento da fronteira da Venezuela com o Brasil[fotografo]Boris Vergara/Presidência da Venezuela/Xinhua[/fotografo]
Débora Álvares
O aumento da tensão na fronteira com a Venezuela e o envio de ajuda humanitária ao país vizinho são assuntos vistos com preocupação por parlamentares de Roraima. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, mandou fechar a fronteira com o Brasil na quinta (21). O governo nega qualquer chance de confronto, mas parlamentares destacam o clima de apreensão que toma conta da população na região.
Em Boa Vista desde cedo, o senador Telmário Mota (Pros-RR) vê a insistência do governo brasileiro em enviar alimentos e remédios à Venezuela como uma “interferência na política externa” do país vizinho que faz crescer o clima de "tensão" na população. "Pode haver um confronto direto e a população de Roraima é que vai estar na mira", afirmou o senador.
[caption id="attachment_325050" align="alignleft" width="441"]>> Chanceler vai à Colômbia para apoiar ajuda humanitária à Venezuela
Na base aérea de Boa Vista, há pelo menos 23 toneladas de leite em pó e mais de 500 kits de primeiros socorros. Até o fechamento da fronteira, apenas um caminhão venezuelano havia conseguido atravessar para o Brasil. Para levar os suprimentos para a Venezuela, avalia-se que seriam necessários pelo menos 20 caminhões. Em pronunciamento após reunião no fim da tarde desta sexta-feira (22), o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, explicou que os suprimentos serão mandados à medida que os caminhões consigam passar pelo bloqueio na faixa de fronteira. Entenda O presidente Jair Bolsonaro ofereceu apoio logístico ao aliado Juan Guaidó, que se autodeclara presidente interino, para que caminhões venezuelanos busquem suprimentos em Pacaraima e Boa Vista, em Roraima. Mesmo com o anúncio de fechamento da fronteira por Nicolás Maduro, Bolsonaro manteve a operação. Embora Guaidó tenha sido reconhecido por vários países como presidente legítimo da Venezuela, ele não conta com respaldo de parcela expressiva das Forças Armadas. Maduro foi reeleito presidente em uma eleição questionada. Com a entrega de ajuda humanitária, que ainda deve ocorrer pela Colômbia, os militares precisarão decidir se permanecem ao lado de Maduro ou se desrespeitam suas ordens e permitem a passagem de comida e medicamentos. Em Cútuca, no lado colombiano, é realizado um show beneficente além da caravana humanitária.