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Irritação
“Sua postura é covarde e antipatriótica. O senhor apostou na impunidade por ser amiguinho de autoridade. Seu silêncio é ensurdecedor e o senhor não pode vir aqui fazer todo mundo de palhaço”, disse o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), um dos autores do requerimento de convocação do empresário.
Jordy queria saber se ele conhecia o empresário Eike Batista e o operador Fernando Soares, o Baiano, bem como as condições dos empréstimos que as empresas dele obtiveram junto ao BNDES.
“Vou me manter calado, deputado”, respondeu Bumlai a todas as questões.
“Vou abrir mão de perguntar porque isso aqui é uma vergonha”, disse o deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP).
Os deputados Sérgio Vidigal (PDT-ES) e José Rocha (PR-BA), que é relator da CPI, perguntaram a respeito das condições oferecidas pelo BNDES para financiar empresas de Bumlai. Não tiveram resposta.
Nem mesmo acusações diretas fizeram com que Bumlai respondesse as perguntas. “O senhor fez tráfico de influência a mando do ex-presidente Lula e ele diz agora que o senhor não era tão amigo assim”, acusou o deputado Miguel Haddad (PSDB-SP), vice-presidente da CPI.
“O Brasil não cresce hoje por causa de pessoas como o senhor, que assaltaram o povo brasileiro. Ponha a mão na consciência e faça uma delação”, pediu o deputado João Gualberto (PSDB-BA).
Desabafo
No final do depoimento, Bumlai desabafou. “Eu ouvi uma série de coisas que os senhores vão ver que não são verdade. Minha vida foi construída com muito trabalho e suor”, disse.
Bumlai listou feitos de suas empresas. Disse que construiu a linha de metrô que vai até a estação Itaquera, em São Paulo, bem como 600 km da ferrovia Ferronorte. “Tenho orgulho também de ter o primeiro animal rastreado do país e foi o rastreamento que permitiu ao Brasil, hoje, ser o maior exportador de carne do mundo”, disse.
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