[caption id="attachment_37816" align="alignleft" width="319" caption="O senador Pedro Simon é um dos signatários da carta que pede a Dilma que adote a ficha limpa para escolher seus ministros e demais integrantes do governo - José Cruz/Senado"][/caption]
A bancada do Rio Grande do Sul no Senado, formada por Pedro Simon (PMDB), Ana Amélia (PP) e Paulo Paim (PT), vai pressionar os governos federal e estadual a adotarem os princípios da Lei da Ficha Limpa na escolha dos integrantes dos seus governos. Em carta a ser endereçada à presidenta Dilma Rousseff, e em outra já enviada ao governador daquele estado, Tarso Genro, os parlamentares gaúchos sugerem que as normas da nova legislação (saiba tudo sobre a Lei Complementar 135/2010) sejam adotadas também em nomeações para cargos comissionados dos dois níveis do Executivo.
Os senadores alegam que a lei é fruto de aclamação e iniciativa popular avalizada no Parlamento, e lembram que o Supremo considerou válida sua aplicação já a partir das eleições municipais de outubro. Assim, apontam os parlamentares gaúchos, Dilma e Tarso deveriam aproveitar o “momento histórico” do julgamento na mais alta corte do país e estender os efeitos da ficha limpa para o Executivo.
“Essa importante norma é hoje uma realidade e já valerá para as eleições municipais deste ano”, lembra trecho da carta remetida a Tarso Genro (leia a íntegra abaixo). “Alguns municípios gaúchos, como Erechim, já tomaram a iniciativa de criar lei específica, antecipando-se até mesmo ao histórico julgamento do STF.”
Segundo a assessoria de Pedro Simon, a carta a ser encaminhada à presidenta Dilma será redigida amanhã (terça, 28), e terá a adesão de senadores de outros estados. O teor do texto será semelhante àquele registrado e enviado ao governador do Rio Grande do Sul.
Confira a íntegra da carta:“Caro governador Tarso GenroAproveitamos o momento histórico do julgamento definitivo pelo Supremo Tribunal Federal, declarando a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa e gostaríamos de sugerir a adoção, pelo poder executivo estadual, dos mesmos critérios quando do preenchimento dos cargos comissionados, atendendo as aspirações da população que quer compromissos com a responsabilidade e a ética, no setor público.A Lei da Ficha Limpa foi aprovada pelo Congresso Nacional, a partir de uma iniciativa popular e do apelo da sociedade pela moralidade na política. A iniciativa envolveu a mobilização de importantes entidades, como a CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil], a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] e a AMB [Associação dos Magistrados Brasileiros]. Essa importante norma é hoje uma realidade e já valerá para as eleições municipais deste ano. Alguns municípios gaúchos, como Erechim, já tomaram a iniciativa de criar lei específica, antecipando-se até mesmo ao histórico julgamento do STF.Temos a convicção da boa acolhida, pelo ilustre governador Tarso Genro, desta proposição, apoiada pelos representantes do Rio Grande do Sul no Senado Federal.Cordiais saudações,Senadora Ana AméliaSenador Pedro SimonSenador Paulo Paim”