Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Colunas >
  3. Conservadorismo: permanências e mudanças | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News
LEIA TAMBÉM

Marcus Pestana

Raul, uma estrela maior

Marcus Pestana

Sem adjetivos, sem concessões

Marcus Pestana

Regras fiscais e sustentabilidade econômica

Marcus Pestana

O desafio maior: a guerra que não pode ser perdida

Marcus Pestana

A democracia ameaçada

Correntes políticas

Conservadorismo: permanências e mudanças

No primeiro artigo sobre as correntes de pensamento político, Marcus Pestana discorre sobre as origens do conservadorismo

Marcus Pestana

Marcus Pestana

18/2/2023 | Atualizado às 7:31

A-A+
COMPARTILHE ESTA COLUNA

A emergência do conservadorismo é filha de revoluções, como a Francesa. Foto: Reprodução

A emergência do conservadorismo é filha de revoluções, como a Francesa. Foto: Reprodução
Como prometido, inicio hoje a série de seis artigos sobre as grandes correntes de pensamento que moveram as lutas políticas nos últimos séculos. Começamos com o pensamento conservador. Por quê? Atualmente, muitos brasileiros, por razões diversas, se autodefinem como conservadores. A emergência do conservadorismo é filha no campo político de três grandes revoluções: da Revolução Gloriosa, na Inglaterra, no final do século XVII; da Revolução Americana, nos EUA, a partir de 1776, e, da Revolução Francesa, iniciada em 1789. Do ponto de vista econômico, da Revolução Industrial inglesa, na segunda metade do século XVIII, com a emergência do capitalismo industrial. No ângulo das religiões, da Reforma Protestante e a Contrarreforma católica. No campo cultural, do Iluminismo, idade da razão, e do deslocamento do teocentrismo para colocar o ser humano como centro da vida. Em resumo, uma longa transição da sociedade feudal, da monarquia absoluta, do mundo agrário e rural, da condenação da usura, da simbiose entre Estado e Igreja, para o nascimento do capitalismo, da democracia moderna, do universo urbano-industrial, das novas tecnologias produtivas e as novas relações de produção, do Estado laico, da legitimação do individualismo e do lucro como motores do desenvolvimento. Inicialmente, a transição resultou na polarização entre conservadorismo e liberalismo, até que convergiram, mantidas as diferenças de concepção, no combate ao nascente movimento socialista. O conservador defende as coisas permanentes, o contrato primitivo da sociedade eterna, o pacto entre Deus e as gerações do passado, do presente e do futuro. Advoga a conservação de princípios fundamentais e a promoção de reformas prudentes. Não se confunde com o tradicionalismo reacionário e antiliberal. Enxergam os reacionários como os que querem sacrificar o futuro em nome da restauração de uma visão idílica do passado. Mas condenam o ímpeto revolucionário dos progressistas, que querem romper com o passado e o presente em nome da criação utópica de um outro mundo possível. Endossam princípios democráticos como a soberania popular relativa, o governo constitucional, os freios e contrapesos, as eleições, mas não a ideia de um contrato social que privilegie a liberdade em prejuízo da ordem e das responsabilidades, segundo eles, para qualificar o individualismo liberal. A ênfase nas diversas equações dos conceitos de liberdade, igualdade, tradição, ordem, responsabilidade, vai dividir conservadores e liberais por dois séculos. Numa versão ampliada de um conservador contemporâneo poderia se dizer que o conservadorismo moderno começou com a defesa da tradição contra as reivindicações de soberania popular e se tornou um apelo em nome da religião, da família, dos costumes, do “Common Law”, da alta cultura contra a doutrina materialista do progresso. Permanecem na convicção de que as coisas boas são mais facilmente destruídas que criadas e na determinação de conserva-las, em face de mudanças politicamente arquitetadas. Para quem quiser ser introduzido no pensamento conservador recomendo a leitura de dois livros do pensador inglês Roger Scruton, “Conservadorismo, um convite à grande tradição” e “Como ser um conservador”, e do intelectual norte-americano, Russel Kirk, “Edmund Burke, redescobrindo um gênio”. O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Marcus Pestana igreja Estado revolução francesa Conservadorismo iluminismo lutas políticas Revolução Gloriosa Revolução Americana Reforma Protestante

Temas

Mundo Opinião Colunistas Democracia
COLUNAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES