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Política
22/6/2026 11:00
O Brasil tem uma dívida antiga com o interior. Um país que depende tanto da força dos seus municípios ainda insiste, muitas vezes, em concentrar decisões longe de quem vive os problemas de verdade.
Quem mora no interior sabe do que estou falando.
Sabe o que é ver uma Santa Casa se desdobrando para continuar atendendo a população mesmo sem recursos suficientes. Sabe a angústia das famílias que lutam diariamente por atendimento digno para filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Sabe o peso de empreender, produzir e gerar empregos longe dos grandes centros, muitas vezes sem o apoio necessário.
Chego à Câmara dos Deputados com uma convicção muito clara: quero ser a voz do interiorzão paulista em Brasília.
Não uso essa expressão por acaso. O "interiorzão" é aquele Brasil trabalhador, resiliente e solidário, que acorda cedo, produz, movimenta a economia e sustenta boa parte do desenvolvimento do nosso país. Mas também é o Brasil que frequentemente se sente esquecido quando os recursos não chegam, quando a saúde não funciona ou quando políticas públicas parecem desenhadas apenas para grandes capitais.
Durante 22 anos de vida pública, aprendi uma coisa fundamental: política só faz sentido quando melhora a vida real das pessoas. E a vida real acontece nas cidades, nos bairros, nas unidades de saúde, nas escolas, nas entidades assistenciais e nas famílias que enfrentam desafios todos os dias.
Por isso, quero defender pautas que nascem da realidade de quem vive no interior. A valorização das Santas Casas e hospitais filantrópicos, que são essenciais para milhares de brasileiros. Uma discussão séria sobre a tabela do SUS, que há anos impõe dificuldades financeiras às instituições de saúde. Mais inclusão e oportunidades para pessoas com TEA, fortalecendo instituições especializadas e ampliando caminhos para sua inserção no mercado de trabalho.
Também acredito que o Brasil precisa olhar com mais atenção para quem produz e gera empregos. O desenvolvimento regional não acontece por acaso. Ele depende de incentivo aos setores produtivos, de segurança para empreender e de políticas públicas que entendam a vocação econômica de cada região.
Tenho orgulho da minha terra, Jaú, reconhecida nacionalmente pelo trabalho extraordinário do Hospital Amaral Carvalho, referência em transplante de medula óssea. Esse é apenas um exemplo de como o interior não é sinônimo de atraso. O interior é competência, inovação, solidariedade e capacidade de transformação.
Brasília precisa ouvir mais os municípios. Precisa entender que os grandes desafios nacionais não serão resolvidos sem olhar para quem está na ponta. Sem ouvir prefeitos, trabalhadores, profissionais da saúde, educadores, empreendedores e famílias.
O Brasil será mais forte quando o interior deixar de ser apenas lembrado em época de eleição e passar a ocupar, de fato, o centro das decisões.
É essa voz que quero levar ao Congresso Nacional.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
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