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Redes sociais

Sem conta no TikTok, Saúde deve pagar R$ 721 mil por seis vídeos na rede social

Contrato foi confirmado pelo Ministério e por empresa vencedora. No total, os vídeos para o TikTok dariam 90 segundos.

Guilherme Mendes

Guilherme Mendes

11/1/2022 8:02

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Foto: Solen Feyissa via Flickr

Foto: Solen Feyissa via Flickr
O Ministério da Saúde deverá desembolsar R$721 mil por seis filmes de quinze segundos, voltados ao combate ao mosquito da dengue, que serão veiculados no TikTok - uma rede social que a pasta ainda não tinha conta até o fechamento desta reportagem. As informações estão em uma nota fiscal emitida em 1º de dezembro do ano passado, e disponível no Portal da Transparência do governo federal. O conteúdo deste texto foi publicado antes no Congresso em Foco Insider, serviço exclusivo de informações sobre política e economia do Congresso em Foco. Para assinar, clique AQUI e faça uma degustação gratuita de 30 dias. Procurado pelo Congresso em Foco, o Ministério da Saúde confirmou o valor da despesa, e buscou justificar o gasto. O valor, indica o governo, foi acertado em uma sessão pública no final de novembro e abrangeria "produção, pós-produção, recursos e acessibilidade – legendas e libras -, captação 4K, equipamentos tecnológicos, locações duas diárias de captação, equipe técnica, elenco, computação gráfica, after effects e 3D, banco de imagens, transporte aéreo e terrestre, finalização 4K e entrega SD e HD." O filme, de acordo com a nota emitida pela vencedora da disputa, contará com "alta complexidade" de roteiro, dez pessoas, necessidade de deslocamento de equipe por meio aéreo ou terrestre, e deveria ser executado em até cinco dias. O Ministério indica que os vídeos estarão disponíveis quando o houver a comprovação e o atesto de que o serviço foi produzido. Até o momento, nem a pasta - nem nenhum outro órgão do poder Executivo federal possuem perfis no TikTok, a rede social de origem chinesa conhecida pelos seus vídeos curtos. Os cálculos apontam que o conjunto de seis pequenos filmes custarão R$480 mil por minuto de vídeo . Para efeito de comparação, os R$10,5 milhões usados para filmar os 118 minutos de "Tropa de Elite", em 2007, tiveram um custo de R$270 mil por minuto de obra final, em valores atuais. A vencedora da disputa foi a Aldeia Filmes, empresa de Brasília que possui outros contratos com o governo federal. Em julho do ano passado, no auge da pandemia, a sede da empresa recebeu a festa de lançamento de uma empresa de Arthur Lira Filho, filho do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). A empresa tinha como foco a representação de publicidade junto a agências que mantém contratos milionários com o poder público. Procurada pela reportagem, a Aldeia Filmes indicou que contratados por uma das agencias licitadas que atendem o Ministério da Saúde, e que o objetivo é a realização de seis filmes para televisão, com veiculação nacional, com várias diárias de captação. Com isso, diversos materiais e formatos para esta campanha estariam disponíveis, "inclusive seis versões para TikTok". O diretor da empresa, Ricardo Martins, declinou de dar maiores detalhes sobre o contrato e de apresentar o que teria sido feito pela empresa, por questões de confidencialidade entre todas as partes envolvidas. > Ajude-nos a fazer um Congresso em Foco melhor pra você
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