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Bolsonaro, Damares e Salles: as digitais do atraso

O Governo Federal precisa reposicionar o país e estancar o atraso humanitário e político nos diversos setores de políticas públicas.

Robson Carvalho

Robson Carvalho

26/1/2023 8:19

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As responsabilidades pelas tragédias anunciadas são tão claras quanto as digitais do atraso em cada área. Foto: Reprodução/Instagram

As responsabilidades pelas tragédias anunciadas são tão claras quanto as digitais do atraso em cada área. Foto: Reprodução/Instagram
É lamentável que, ao invés de dedicar imediatamente todas as energias para avançar nas áreas que compõem a administração púbica, o governo federal, novamente sob o comando de Lula, tenha que dividir os esforços com toda a equipe para reposicionar o país e estancar o atraso humanitário, ambiental, político, democrático, educacional e o explícito desmantelo nos mais diversos setores de políticas públicas. Na tragédia humanitária, tivemos a matança planejada dos índios Yanomami, nos proporcionando cenas tão chocantes que lembram imagens de campos de concentração nazistas. Dentre as centenas de mortos, estavam 570 crianças! Além dos assassinatos a tiro de fazendeiros e garimpeiros, corpos visivelmente esqueléticos em situação de desnutrição profunda, acometidos de malária, pneumonia, verminose e contaminação da água dos rios e peixes por mercúrio utilizado nos garimpos ilegais. Essa tragédia humanitária se liga à tragédia ambiental. É inacreditável, mas, garimpos ilegais, que patrocinaram fortes agressões ao meio ambiente tenham ocorrido com o apoio do governo, por meio de ações e omissões. Detalhe do crime é que não se tratou de apoio ou incentivo do governo à garimpo legalizado, que pagasse impostos e respeitasse minimamente o meio ambiente e ocorresse em terras apropriadas. O presidente da República apoiou a atividade criminosa e chegou inclusive a festejar pessoalmente num encontro com garimpeiros. Por outro lado, lembramos do desastre na agricultura e pecuária predatórias avançando junto com os desmatamentos, o contrabando de madeira e as queimadas na Amazônia, que podem ser bem representados pela frase do ex-ministro Ricardo Salles: “Vamos passando a boiada enquanto a mídia está preocupada com a pandemia”. Falando nisso, destacamos na área da saúde o desmantelo sofrido pelas políticas públicas históricas desenvolvidas pelo Ministério, que chegou a ter o general do Exército Eduardo Pazuello como ministro e culminando com o absurdo tratamento dado no contexto da pandemia, que, pelo negacionismo, atraso deliberado das vacinas, falta de assistência e charlatanismo do próprio presidente Bolsonaro, vide o caso da cloroquina, contribuiu para a ampliação do número de mortos que já chega a quase setecentos mil brasileiros. A péssima gestão na área social e a política ultra neoliberal de Paulo Guedes na área econômica, recolocaram o Brasil no mapa da fome, ampliando o abismo social entre ricos e pobres: ao passo em que aumentou o número de milionário e bilionários no país, cresceu o número de pessoas na “fila do osso”. Na educação, além de registramos a prisão pela Polícia Federal do ministro-pastor Milton Ribeiro, por suspeita de corrupção e negociação de propina em barras de ouro e vendas de bíblias, lembramos a baderna que foi feita em todos os setores internos, e no ENEM, além dos cortes sucessivos de verbas, fazendo com que o orçamento das Forças Armadas quase ultrapassasse o orçamento da Educação. Na mesma linha, a Cultura, além de atacada, teve o setor completamente desmontado pelo governo anterior e o atual praticamente vai ter que recomeçar tudo do zero. O relacionamento institucional interno e externo do Brasil são dois outros pontos relevantes. Por um lado, internamente, rememoramos os constantes ataques aos poderes Legislativo e Judiciário e, no próprio Executivo, aos governadores de estado, escolhidos como inimigos, além do relacionamento seletivo com os prefeitos. Por outro lado, vivenciamos o isolamento internacional do Brasil, não só no seu próprio continente, mas em relação aos demais países do mundo e este é outro grande desafio que se impõe ao atual presidente, inclusive pelo impacto negativo que gerou à nossa economia. Quanto à tragédia política, tenho a sensação exata de estar no meio de um guerra constante que poderia ter cessado após o resultado das urnas. Bolsonaro “não fez política”, mas, “antipolítica”. Disse não à política da paz e união e sim à violência e divisão da nação. De fato, era difícil esperar algo diferente, já que, desde antes do processo eleitoral de 2018, durante o mandato e pós eleição de 2022, Jair Bolsonaro alimentara sua base de seguidores fascistas e radicais com as mais absurdas teorias da conspiração, ataques à democracia, às urnas e incentivos a golpe militar. Após os ataques de bolsonaristas terroristas no dia diplomação do terceiro mandato de Lula, nada foi feito, e os mesmos, ajuntados a uma horda centenas de vezes maior, protagonizaram o vergonhoso 8 de janeiro de 2023, atacando a democracia e os seus três poderes. O triste episódio, foi apenas a materialização daquilo que já estava sendo gestado, planejado e incentivado há muito tempo. Como se não bastasse o momento em que o Brasil estava vivendo onde a política estava judicializada e o Judiciário politizado, Bolsonaro pôs na dança uma boa parte das polícias dos estados, da Polícia Federal e das Forças Armadas. Estas, especialmente, se deixaram ser utilizadas como instrumentos políticos de Bolsonaro, e têm as suas digitais no desmantelo ambiental, no genocídio indígena, no agravamento da pandemia e, nos ataques à democracia, como acoitadores de bolsonaristas terroristas dentro dos quartéis, chegando a impedir a prisão de alguns, e nos acampamentos golpistas. No caso da contaminação político-ideológica das polícias nos estados, restaram o aumento da violência, especialmente nas comunidades e contra a população negra e o reforço da violência com o aumento exponencial da circulação de armas no país, que em grane parte foi parar nas mãos do crime organizado. Por fim, é hora de somar esforços para acelerar a reconstrução do país, mas, nada justifica a não punição dos culpados pelas tragédias anunciadas, pois elas foram o resultado de ações deliberadas dentro de um projeto ideológico de governo e, portanto, não se trataram de mera incompetência de um líder e seus assessores destemperados. As responsabilidades são tão claras quanto as digitais do atraso em cada área: Jair Bolsonaro e seus filhos, Anderson Torres, Damares Alves, Ricardo Salles e Tereza Cristina, Milton Ribeiro, Ernesto Araújo, Paulo Guedes, Eduardo Pazuelo, Hamilton Mourão, Heleno, Braga Neto e os bolsonaristas terroristas que atacaram à Democracia, precisam ser punidos. O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected]. Outros textos do mesmo autor.
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