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Lydia Medeiros
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Eleições 2026
26/1/2026 13:00
A decisão de Tarcísio de Freitas de disputar a reeleição em São Paulo impõe aos partidos de direita um desafio; unir-se a Flávio Bolsonaro ou apostar numa alternativa para disputar a presidência com Lula em outubro. As mais recentes pesquisas indicam que Flávio pode ter viabilidade eleitoral — vai de 23% a 32% das intenções de voto, segundo pesquisa Genial/Quaest, a depender do cenário simulado. O levantamento da Atlas/Intel confirma a tendência: entre 28% e 35%. No entanto, mostra a Quaest, a oposição a Lula teria maior competitividade com um candidato que não carregasse o sobrenome Bolsonaro.
Tarcísio, até agora, era o preferido de setores empresariais para representar a direita. Ao anunciar a escolha pela reeleição, ele disse que vai trabalhar "por uma direita unida e forte". A promessa embute o reconhecimento de um racha na oposição a Lula.
Como não quer nem pode romper com Jair Bolsonaro, a quem deve a eleição ao governo de São Paulo, Tarcísio optou pela ambiguidade numa situação em que teria apenas dois caminhos. O primeiro, mais difícil, convencer o antigo chefe de que seria a melhor opção para vencer Lula e fazê-lo desistir do filho. O segundo, engajar-se na campanha de Flávio a partir de São Paulo.
A tarefa do governador é difícil — seja qual for a hipótese. Até aqui, e animado com as pesquisas, Flávio não dá pistas de que vá desistir. Por outro lado, há resistência de partidos de direita e centro direita de se unirem a um Bolsonaro. Não à toa, Gilberto Kassab, presidente do PSD, tem estimulado os governadores Ratinho Júnior, do Paraná, e até Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, a se apresentarem para o jogo.
Hoje, enquanto Lula lidera todos os cenários e é o único candidato competitivo no campo da esquerda, a direita briga e se divide. Foi o que se viu com a troca de farpas entre Flávio e Tarcísio, que preferiu cancelar uma visita ao ex-presidente na prisão, aparentemente, para não se sentir coagido a declarar apoio ao Bolsonaro candidato. O racha na direita só poderá ser superado se e quando Flávio se consolidar na posição de candidato presidencial com chances reais de vitória nas urnas. Ele tem pouco tempo para isso. Até junho, época das convenções partidárias.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
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