Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosEleições 2026RadarPrêmio
  1. Home >
  2. Colunas >
  3. A força feminina consolidada pelas urnas | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News
LEIA TAMBÉM

Adriana Vasconcelos

Entre o palanque e a urna: o destino das candidatas em 2026

Adriana Vasconcelos

A diferença que o protagonismo feminino pode fazer

Adriana Vasconcelos

Uma crise com DNA masculino no STF

Adriana Vasconcelos

A falta de recursos que inviabiliza candidaturas femininas

Adriana Vasconcelos

O debate presidencial que esqueceu a maioria do país

Eleições 2026

A força feminina consolidada pelas urnas

Eleição de 12 senadoras amplia a presença feminina na Casa a partir de 2027, embora mulheres ainda ocupem pouco mais de um quinto das 81 cadeiras.

Adriana Vasconcelos

Adriana Vasconcelos

5/10/2026 12:00

A-A+
COMPARTILHE ESTA COLUNA

A melhor performance feminina nas eleições deste ano aconteceu na disputa ao Senado: 12 candidatas saíram vitoriosas das urnas neste domingo. Destaque para a bancada do Distrito Federal, que passará a ser 100% feminina com a eleição da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da deputada Bia Kicis, ambas do PL. Entre as eleitas, oito são de direita e quatro de esquerda.

Isso explica, de certa forma, a derrota de candidatas que passaram a campanha praticamente inteira como favoritas. É o caso da deputada Benedita da Silva (PT-RJ) e das ex-ministras Simone Tebet (PSB-SP) e Marina Silva (Rede-SP), ou mesmo da ex-governadora Roseana Sarney (MDB-MA). Já a eleição da novata Marina JHC (PSDB) para a segunda vaga ao Senado por Alagoas interrompeu 32 anos de mandatos consecutivos de Renan Calheiros (MDB) na Casa.

Com 17 ou 18 mulheres, a partir de fevereiro de 2027 (dependendo do resultado do segundo turno) quando tomam posse as eleitas, esta será a maior bancada feminina da história do Senado — ainda que elas ocupem cerca de 21% a 22,2% das 81 vagas.

Entre os 20 Estados que decidiram a eleição para o governo já no primeiro turno, tivemos uma única mulher: Raquel Lyra (PSD) foi reeleita governadora de Pernambuco, após acirrada disputa com o ex-prefeito João Campos (PSB). Outras quatro disputarão o segundo turno. Pelo menos três delas chegaram à frente de seus adversários: Celina Leão (PP) no Distrito Federal, Mailza Assis (PP) no Acre e Professora Dorinha (União) em Tocantins.

Senado registra recorde de representação feminina, enquanto resultados para governos e Legislativos estaduais mostram que a desigualdade permanece significativa.

Senado registra recorde de representação feminina, enquanto resultados para governos e Legislativos estaduais mostram que a desigualdade permanece significativa.Magnific

A depender da consolidação final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o resultado para a Câmara dos Deputados indica que Mato Grosso do Sul foi o Estado que, proporcionalmente, elegeu o maior número de mulheres — que passarão a ocupar 50% das vagas da bancada. Mato Grosso, Acre, Amapá e Rondônia aparecem empatados logo atrás, cada um com três deputadas federais numa bancada de oito.

Em quatro Estados, as mulheres foram campeãs de voto: Socorro Neri (PP) no Acre, Coronel Fernanda (PL) no Mato Grosso, Camila Jana (PT) no Mato Grosso do Sul e Professora Janad Valcari (PP) em Tocantins. Já o Distrito Federal e Roraima não elegeram nenhuma mulher como deputada federal.

A Assembleia Legislativa do Amapá desponta como a que elegeu a maior proporção de mulheres: 6 das 24 cadeiras, um percentual de 25%. No Distrito Federal, a Câmara Distrital terá 20,8% das vagas ocupadas por mulheres. Já o Acre chama a atenção pela ausência de eleitas para o Legislativo local.

Os números finais reforçam que o desequilíbrio de gênero segue sendo a regra nos espaços de poder — algo inconcebível em um país onde as mulheres são a maioria da população, das eleitoras e das chefes de família. Uma realidade que exige reflexão profunda não só da sociedade, como da Justiça Eleitoral e da própria imprensa, sobre o papel feminino nas eleições brasileiras.

As mulheres eleitas neste domingo — da direita à esquerda, do Senado às assembleias — não chegaram lá por acaso. Chegaram porque o eleitorado, aos poucos, reconhece o óbvio: o futuro do país não pode mais ser discutido, decidido e governado apenas por homens. A nova realidade não se impõe sozinha — ela se constrói voto a voto, cadeira a cadeira, com a ampliação do número de mulheres dentro da sala onde as decisões são tomadas.


O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

representatividade eleições 2026 mulheres na política

Temas

Eleições
COLUNAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES