Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Colunas >
  3. Sobre quadrilhas, pobres, verdade e democracia | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News
LEIA TAMBÉM

Marcus Pestana

A virtude está no meio

Marcus Pestana

Instituições, confiança e o exemplo que vem de cima

Marcus Pestana

Em ano de Copa, a política fiscal vai jogar por um empate

Marcus Pestana

Raul, uma estrela maior

Marcus Pestana

Sem adjetivos, sem concessões

Sobre quadrilhas, pobres, verdade e democracia

Marcus Pestana

Marcus Pestana

19/1/2015 | Atualizado 10/10/2021 às 16:27

A-A+
COMPARTILHE ESTA COLUNA
A agenda ética assumiu, no Brasil dos nossos dias, uma centralidade impressionante pela sucessão de denúncias e desvios. Quando pensávamos termos atingido o limite com o julgamento do chamado “mensalão”, estoura o maior escândalo da nossa história, envolvendo a Petrobras. Honestidade não é qualidade, é obrigação, diziam nossos pais. Mas a sociedade passa a ter a percepção de que a atividade política é contaminada obrigatória e geneticamente pela corrupção. Por isso, as pessoas de bem estão se afastando da vida pública. A democracia é construção humana, portanto imperfeita. É um processo contínuo de aprendizado, aprimoramento das regras e das instituições e consolidação de uma cultura republicana e democrática, arraigada e enraizada na sociedade e nas pessoas. Chamou a atenção de todos o arroubo verborrágico, em sua despedida, do ex-ministro Gilberto Carvalho. Em ambiente e momento inadequados, bradou aos quatro ventos: “Não somos ladrões”, “Tenho orgulho de fazer parte da quadrilha dos pobres”. Ora, a maioria absoluta do povo brasileiro é simples e pobre, e é também honesta e trabalhadora. Não vamos confundir as coisas. Os pobres do Brasil nada têm a ver com os malfeitos de maus líderes. Como gosta de dizer um amigo meu “inclua os pobres fora dessa”. E quem tem que dizer quem é ladrão ou não é o Judiciário brasileiro. Mas tem o outro lado da moeda. A democracia pressupõe o amplo direito de defesa a qualquer cidadão, que é inocente até que se prove o contrário. Na sociedade contemporânea e de informações instantâneas “online”, é preciso ter extremo cuidado para não cometermos linchamentos morais injustos, precipitados e superficiais, aniquilando a imagem de pessoas públicas honradas e honestas, que vivem da sua imagem e credibilidade. Recentemente tivemos um caso absurdo, inverossímil, repugnante e de indignar. A imprensa e o sistema judiciário (Polícia Federal, Ministério Público e Poder Judiciário) têm que ancorar suas denúncias em fatos, provas e evidências. A simples palavra de um bandido não pode se tornar o critério da verdade. Refiro-me a falsa e covarde acusação feita por um policial federal, “funcionário” do doleiro corruptor Youssef, em relação a um dos mais honrados e respeitados líderes do Brasil, Antonio Anastasia. O ex-governador e senador eleito Antonio Anastasia é uma reserva moral de Minas. Honesto, inteligente, trabalhador, de vida simples e austera, de rara competência, Anastasia construiu um sólido patrimônio político, administrativo e ético. Revelo aqui minha indignação contra tamanha e absurda aleivosia. É urgente aprendermos separar o joio do trigo. Não transigir com iniciativas que tentam, sabe Deus a serviço de quem e com que intenções, associar pessoas de bem com o lodaçal de corrupção que ameaça afogar o país. Se me dessem apenas dois dedos para apontar o político mais honesto do Brasil, podem estar certos, um seria Antonio Anastasia.
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

petrobras Polícia Federal Ministério Público mensalão quadrilha corrupção Gilberto Carvalho Antonio Anastasia poder Judiciário credibilidade

Temas

Colunistas
COLUNAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES