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9/1/2013 | Atualizado 10/10/2021 às 16:28

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A cada ano repetimos o velho hábito. O rito da passagem do ano é recheado de balanços, previsões, profecias, projeções. Videntes escolhem suas vítimas e os grandes acontecimentos, os búzios preveem o fim do mundo e catástrofes climáticas, cartomantes predizem guerras e campeões, economistas ditam a inflação futura e as taxas de crescimento. Acaba o ano e o calendário Maia fica desmoralizado, o ministro da Fazenda desacreditado - jurou que o PIB cresceria 4% e foi desmentido pelo 1% real. Videntes, tarólogos, cartomantes, economistas fazem novas assertivas sobre o futuro, sem sequer pedir desculpas pelos erros do ano anterior. O mito da virada do ano faz parte do exercício daquilo que mantém o mundo em movimento e a humanidade em ação: o sonho, a esperança, o processamento das perdas e a fé em dias melhores. No Brasil, o pessimismo é proibido. Afinal, sempre fomos e seremos o país do futuro. Nosso povo é contaminado por um otimismo atávico. Este, definitivamente, não é um país qualquer. É o Brasil de Pixinguinha, Noel, Chico, Caetano, Vila Lobos, Gonzaga e Paulinho. É a terra de Guimarães, Machado e Drummond. É o solo de Garrincha, Pelé, Zico, Romário, Ronaldos e Neymar. É a Nação de homens como JK, Vargas, Tancredo e Ulysses. É o universo de um povo alegre, criativo, batalhador. Como ser pessimista? A lógica gregoriana está aí pra nos avisar que é só uma questão de tempo, o futuro é nosso e ninguém tira, é só ter paciência e fé. Gostaria de me somar à "banda dos contentes", ao exercício fácil de prognósticos otimistas. Mas não devo e não posso. 2012 não terminou bem. O Brasil está perdendo oportunidades, sacrificando o horizonte de médio e longo prazo. Escândalos se sucedem a cada semana. O PIB de apenas 1% e a queda dos investimentos sinalizam tempos difíceis. A instabilidade regulatória, o viés estatista e a insegurança jurídica afastam parcerias. A má condução de assuntos em setores essenciais como energia elétrica e petróleo impede avanços. O Congresso Nacional, parecendo uma nau à deriva diante da incapacidade monumental de Dilma para a coordenação política e a promoção do diálogo, patrocinou cenas lamentáveis na votação dos royalties e sequer conseguiu votar o Orçamento para 2013. O PT, alvejado pela condenação de seus principais líderes no processo do mensalão, frequenta o perigoso terreno do confronto com as instituições democráticas e republicanas, como o Poder Judiciário, o Ministério Público Federal e a imprensa. Os estímulos fiscais e creditícios pontuais e a queda dos juros não produzem os efeitos esperados. Fica claro que uma nova rodada de reformas se faz necessária. A inflação ensaiou sair de controle. Enfim, 2012 não será lembrado como céu de brigadeiro ou mar de rosas. Que venha 2013. Um pé no sonho, o outro na realidade. Se quisermos concretizar o país do futuro, não podemos ficar deitados em berço esplêndido. Há que se arregaçar as mangas e trabalhar duro.
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