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17/12/2013 | Atualizado 10/10/2021 às 16:41

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Dia desses li que nos últimos anos a China acumulou US$ 2 trilhões em reservas estrangeiras. Gastou, apenas em 2008, US$ 52 bilhões em investimentos no exterior e separou US$ 265 bilhões para projetos de infraestrutura nos anos de 2009 e 2010 – isso corresponde aproximadamente ao PIB da Argentina. O governo chinês anunciou que, até 2012, construirá 29 mil novos hospitais e postos de saúde – somente para fins de comparação, o Brasil possui menos de três mil hospitais públicos municipais, estaduais ou federais. A China consome a cada ano 450 milhões de toneladas de aço, contra apenas 24 milhões do Brasil. É também a maior consumidora mundial de cobre, zinco e alumínio. Alguém poderia dizer que comparar a China com o Brasil é covardia. E é mesmo. Com a China, um país bem mais pobre que o nosso. Para ficar no básico, a maior parte do território chinês é praticamente inabitável, constituído de desertos inóspitos ou montanhas geladas. As riquezas minerais daquele país nem de longe se igualam às nossas. Há poucos dias li que o Japão, sozinho, já registrou incríveis 408.674 patentes. Só para fins de comparação, o Brasil tem apenas 24.074 patentes registradas. O mais triste, porém, para nosso povo notoriamente tão criativo, é que destas 24.074 patentes apenas 3.803 são realmente invenções de brasileiros – as outras 20.271 são criações de empresas estrangeiras que também registraram aqui suas ideias para fins comerciais. Concordo que é injusto compararmos o Japão, a terceira maior economia do planeta, com o Brasil. Injusto com o Japão, claro. Afinal, trata-se de um país paupérrimo, desprovido das riquezas minerais mais básicas, que depende de importar quase tudo para poder sobreviver. Poderíamos comparar o Brasil, ainda, com a Suíça, o Reino Unido, a Alemanha, a Suécia ou a Coreia do Sul, todos eles países com altíssimo grau de desenvolvimento. Mas não, seria covardia – com estes países, claro, já que o nosso tem mais riquezas naturais e minerais que todos eles somados. Diante desses números, cabe perguntar, parafraseando Castro Alves: Brasil, ó Brasil, onde estás que não respondes? Em que mundo, em que estrela tu te escondes? A resposta não pode ser dada apenas pelo governo – este, sozinho, pouco poderá fazer. A resposta a essa dura realidade há que vir de todos os brasileiros; há que vir de um verdadeiro pacto nacional pelo desenvolvimento – desde o povo mais humilde até as altas esferas do mundo financeiro e empresarial brasileiro, passando pelas autoridades, imprensa e igrejas. Seria isso um sonho? Não, em absoluto. Foi, acima de tudo, o esforço nacional concentrado e a mudança geral de atitude de largas parcelas da população que realizaram o milagre de levantar das cinzas da destruição a Alemanha, o Japão e a Coreia do Sul, e que estão elevando espetacularmente a China. Temos o hábito de buscar defeitos em países mais desenvolvidos – nos alivia o pensamento de que “eles estão como nós”. Não estão. Suíços, sul-coreanos, japoneses, alemães, suecos e tantos outros não convivem com vias esburacadas, carência brutal de serviços de saúde, insegurança que atinge níveis insuportáveis ou fome e miséria nos níveis daqui. Sim, eles conseguiram chegar lá. Por que não nós? Temos riquezas incontáveis e um povo excepcional – afável, criativo e trabalhador. Temos mais chances do que eles jamais tiveram! Levanta a cabeça, Brasil! Leia outros textos sobre economia Mais sobre política externa Nosso jornalismo precisa da sua assinatura
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