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CARBONO OCULTO
Congresso em Foco
28/8/2025 19:30
A Receita Federal destacou nesta quinta-feira (28) que a Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal em São Paulo e em outros nove estados, revelou casos de "contaminação pontual, específica" em determinados fundos de investimento. A operação apura movimentações bilionárias ligadas à lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
Segundo a subsecretária de fiscalização da Receita, Andrea Costa Chaves, a Faria Lima - centro do mercado financeiro do país - abriga "fundos legítimos, que não têm nenhuma ligação com o crime". Ela acrescentou: "Dentro desse arcabouço, identificamos 40 fundos que sim, que são ligados e utilizados para blindagem patrimonial do crime organizado".
Entre as instituições mencionadas em reportagens, algumas foram alvo direto de mandados de busca e apreensão, como a gestora Reag e a Trustee DTVM. Outras, como o Banco Genial, apenas apareceram nos documentos da investigação, mas não sofreram qualquer medida cautelar nem são alvo de apuração. Em nota, o Genial afirmou ter recebido com "surpresa e indignação" sua citação, reforçando que adota elevados padrões de governança e permanece à disposição das autoridades.
O Banco Genial afirmou que foi surpreendido por sua menção na Operação Carbono Oculto e que tomou conhecimento do assunto apenas pela imprensa, sem ter recebido até agora qualquer notificação oficial das autoridades. Em nota, a instituição esclareceu que o Fundo Radford Multimercado Crédito Privado foi originalmente estruturado por outros prestadores de serviços e só foi transferido para o Genial em agosto de 2024, ocasião em que realizou as diligências necessárias, incluindo a análise do investidor exclusivo e dos ativos da carteira.
Até que os fatos sejam esclarecidos, o banco informou que decidiu renunciar à prestação de todos os serviços relacionados ao fundo. O Genial repudiou "de forma veemente" qualquer ilação de envolvimento com os fatos investigados e disse estar à disposição para prestar os esclarecimentos que forem solicitados pelas autoridades.
A Receita Federal afirmou que há "contaminação pontual" do centro financeiro da Faria Lima, em São Paulo, por atividades do crime organizado. A declaração foi dada durante coletiva sobre a Operação Carbono Oculto, deflagrada em parceria com outros órgãos federais para desarticular esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes no setor de combustíveis por todo o país.
A subsecretária de Fiscalização da Receita, Andrea Costa Chaves, ressaltou em que não é o caso de assumir que todo o centro financeiro está envolvido com a criminalidade, mas citou que ao menos 40 fundos estariam ligado ao crime organizado. O auditor fiscal Claudio Ferrer de Souza descreveu o episódio como "contaminação pontual".
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