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Ajuda humanitária
Congresso em Foco
6/1/2026 12:23
Em resposta à instabilidade na Venezuela, o Ministério da Saúde mobilizou uma equipe da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para Roraima, estado fronteiriço. O grupo fará uma avaliação das estruturas de saúde, com foco na disponibilidade de profissionais, vacinas e outros insumos essenciais.
Segundo a pasta, será elaborado um plano de contingência para assegurar a resposta do SUS diante de um "possível agravamento da crise internacional e avanço da demanda de migrantes na região fronteiriça" após o ataque conduzido pelo governo norte-americano no último sábado (3).
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que hospitais de campanha serão instalados na região, caso a equipe entenda ser necessário.
"Nossa equipe do Ministério da Saúde e membros da Força Nacional, que possuem vasta experiência em situações de tragédia, já estão presentes na região identificando, se necessário, estruturas hospitalares e avaliando a possibilidade de ampliação. Se preciso, montaremos hospitais de campanha ou expandiremos as estruturas existentes para reduzir os impactos no sistema público brasileiro."
A pasta também se disponibilizou para colaboração com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) na oferta ajuda humanitária à região, com medicamentos e insumos para diálise. O principal centro de distribuição da cidade de La Guaira foi danificado durante um ataque.
Invasão
No sábado (3), explosões foram registradas em diferentes áreas de Caracas, capital da Venezuela. Durante a operação militar dos Estados Unidos, o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram detidos por forças norte-americanas e levados para Nova York.
A ação representa mais um episódio de intervenção direta dos Estados Unidos na América Latina. A última invasão militar ocorreu em 1989, no Panamá, quando o então presidente Manuel Noriega foi capturado sob acusação de envolvimento com o narcotráfico.
Assim como no caso de Noriega, Washington acusa Maduro de chefiar um suposto cartel conhecido como "Los Soles", sem apresentar provas públicas. O governo Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano.
Críticos da operação afirmam que a ofensiva atende a interesses geopolíticos, com o objetivo de afastar a Venezuela de aliados estratégicos como China e Rússia e ampliar a influência norte-americana sobre o petróleo do país, que detém as maiores reservas comprovadas do mundo.
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