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Tentativa de golpe
Congresso em Foco
8/1/2026 | Atualizado às 13:14
Durante a cerimônia que lembrou os três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o julgamento, no STF, da tentativa de golpe de Estado é a "prova mais contundente do vigor da democracia brasileira".
No evento, que também foi marcado pelo veto ao chamado PL da Dosimetria, projeto que poderia reduzir penas de réus condenados pelos ataques às instituições, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o chefe do Executivo destacou que todos os envolvidos tiveram direito à ampla defesa e foram condenados com base em "provas robustas".
"Talvez a prova mais contundente do vigor da democracia brasileira seja o julgamento dos golpistas pelo STF. Todos tiveram amplo direito de defesa, foram julgados com transparência e imparcialidade e, ao final, condenados com base em provas robustas, não em ilegalidades ou em meras convicções."
Lula também elogiou a atuação da Suprema Corte e disse que a conduta dos ministros será lembrada pela história. Segundo ele, o STF "julgou e condenou no estrito cumprimento da lei, não se rendeu às pressões, não se amedrontou diante de ameaças, não se deixou levar por revanchismo e saiu fortalecido".
Julgamento histórico
Ao longo de 2025, ministros do Supremo analisaram o conjunto de denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o plano elaborado para manter Bolsonaro na Presidência da República após a derrota nas eleições de 2022.
A relatoria dos processos coube ao ministro Alexandre de Moraes, com decisões referendadas pela Primeira Turma do STF, então composta por Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux. A investigação foi organizada em quatro núcleos, que atuaram de forma articulada e que, se bem-sucedidos, culminariam em um golpe de Estado.
O chamado núcleo crucial reuniu integrantes do alto escalão do governo Bolsonaro e das Forças Armadas, incluindo o ex-presidente, condenado a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado.
O núcleo 2 concentrou os acusados de participação na elaboração da chamada "minuta do golpe", em ações para restringir o voto de eleitores no Nordeste e em planos paralelos para neutralizar adversários políticos.
Já o núcleo 3, descrito como o "núcleo da violência", foi apontado como responsável pelo planejamento e execução das ações mais extremas da organização criminosa, incluindo operações de monitoramento clandestino e planos para assassinar autoridades públicas, como o presidente eleito Lula e o ministro Alexandre de Moraes.
O núcleo 4 reuniu envolvidos na disseminação sistemática de desinformação, em ataques coordenados às instituições democráticas e na tentativa de deslegitimar o sistema eleitoral.
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