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CPMI do INSS
Congresso em Foco
15/1/2026 | Atualizado às 19:07
O pastor Silas Malafaia voltou a criticar publicamente a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) após a parlamentar afirmar que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS identificou a possível participação de igrejas e líderes religiosos em esquemas de fraude contra aposentados. Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quinta-feira (15), Malafaia acusou a parlamentar de distorcer informações e de tentar obter proveito político com declarações que, segundo ele, não correspondem aos fatos apurados pela comissão.
A fala de Damares ocorreu em entrevista ao SBT News, na qual ela afirmou que a CPMI tem enfrentado lobby para evitar investigações envolvendo instituições religiosas. A senadora também disse que "grandes igrejas" estariam sendo apontadas nas apurações, declaração que provocou reação imediata de lideranças evangélicas.
No vídeo, Malafaia questiona a conduta da parlamentar e afirma que ela fez duas acusações distintas: a de que teria sofrido pressão para não divulgar nomes de igrejas e líderes religiosos e a de que grandes igrejas estariam envolvidas no esquema. Para o pastor, ambas seriam falsas. Segundo ele, a senadora só mencionou nomes de pastores e instituições depois que foi publicamente pressionada, o que, em sua avaliação, evidencia tentativa de capitalização política.
"Ela tenta tirar proveito político do que não fez", afirmou Malafaia. O pastor sustenta que a lista de nomes citada por Damares não é resultado de iniciativa própria da senadora, mas de documentos acessíveis a todos os integrantes da CPMI. De acordo com ele, os requerimentos de convocação de pastores e igrejas foram apresentados por parlamentares governistas do PT e do PSOL, cabendo a Damares apenas assinar os pedidos junto com outros membros da comissão.
Malafaia disse ainda ter procurado o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a quem atribui declarações que contradizem a versão apresentada por Damares. Segundo o pastor, Viana teria negado a existência de lobby de líderes evangélicos para ocultar investigações e também descartado o envolvimento de grandes igrejas no esquema.
De acordo com Malafaia, o que estaria sendo apurado são duas instituições recém-criadas, supostamente utilizadas para lavagem de dinheiro, além de igrejas menores e pastores de menor expressão que teriam recebido recursos, ainda sem comprovação definitiva.
"O que ela disse não é verdade. Não há grandes igrejas envolvidas, e ela está desafiada a apresentar nomes de líderes que teriam feito lobby para que ela se calasse", declarou o pastor. Ele afirmou apoiar o aprofundamento das investigações e disse que a comunidade evangélica não pode ser associada a práticas criminosas sem provas.
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