Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Mercosul e UE assinam acordo de livre comércio neste sábado

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Acordo comercial

Mercosul e UE assinam acordo de livre comércio neste sábado

Tratado prevê eliminação de tarifas, cláusulas ambientais e acesso a mercado de 720 milhões de consumidores.

Congresso em Foco

17/1/2026 9:33

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

Após mais de duas décadas de tratativas, os blocos do Mercosul e da União Europeia (UE) devem formalizar neste sábado (17) um acordo de livre comércio que pode conectar um mercado de cerca de 720 milhões de consumidores. A assinatura está marcada para Assunção, no Paraguai, país que exerce a presidência temporária do Mercosul desde dezembro de 2025, e simboliza o encerramento da fase política e técnica iniciada em 1999.

Leia Mais

Alckmin prevê que acordo com UE entre em vigor no segundo semestre

O tratado recebeu aval de ampla maioria dos 27 países da União Europeia e será firmado no teatro José Asunción Flores, no Banco Central paraguaio, o mesmo local onde, em 1991, foi assinado o Tratado de Assunção, marco fundador do Mercosul, hoje integrado por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen esteve com Lula na véspera da assinatura do tratado.

Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen esteve com Lula na véspera da assinatura do tratado. Tânia Rêgo/Agência Brasil

A cerimônia contará com a presença de chefes de Estado sul-americanos e de autoridades europeias, incluindo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

Por questões de agenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participará do ato no Paraguai. O Brasil será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Na véspera da assinatura, porém, Lula recebeu von der Leyen e Costa no Rio de Janeiro, onde discutiram a implementação do acordo e temas da agenda internacional.

Embora tenha caráter protocolar, a assinatura consolida o compromisso político entre os blocos e abre caminho para a etapa de ratificação legislativa. O texto prevê a eliminação gradual de tarifas de importação sobre mais de 90% do comércio bilateral, abrangendo bens industriais, como máquinas, equipamentos, automóveis e produtos químicos, e itens do setor agrícola. A expectativa é que o acordo, uma vez plenamente implementado, resulte na maior zona de livre comércio do mundo.

Leia Mais

CRE instala subcomissão para monitorar acordo Mercosul-União Europeia

Após a assinatura, o tratado precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos nacionais dos países do Mercosul. A entrada em vigor dependerá da conclusão desses trâmites e deverá ocorrer de forma escalonada ao longo dos próximos anos. Ainda assim, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, demonstrou otimismo quanto ao cronograma.

"Assinado, o Parlamento Europeu aprova sua lei e nós, no Brasil, aprovamos a lei, internalizando o acordo. A gente espera que aprove a lei ainda neste primeiro semestre e que tenhamos, no segundo semestre, a vigência do acordo. Aí, ele entra imediatamente em vigência."

O acordo é celebrado por governos e setores industriais, que veem na abertura de mercados uma oportunidade para ampliar exportações e integrar cadeias globais de valor. Estimativas da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) indicam que a implementação pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, com efeitos positivos também para a indústria nacional.

Leia Mais

Fecomercio vê acordo Mercosul-UE como chance de diversificar mercados

Por outro lado, o tratado enfrenta resistência de agricultores europeus, sobretudo na França e na Irlanda, que temem a concorrência de produtos sul-americanos. Ambientalistas também manifestam preocupação com possíveis impactos climáticos e sobre o uso da terra.

O texto final, no entanto, inclui cláusulas ambientais vinculantes, que condicionam benefícios comerciais ao cumprimento de compromissos como o combate ao desmatamento ilegal e o respeito ao Acordo de Paris, pontos que, segundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, alinham o pacto à agenda de proteção ambiental.

Leia Mais

Marina Silva elogia acordo Mercosul-UE por avanços ambientais

Entre os principais dispositivos do acordo estão a redução progressiva de tarifas alfandegárias, a criação de cotas para produtos agrícolas considerados sensíveis, mecanismos de salvaguarda para proteger mercados internos, manutenção de regras sanitárias rigorosas, abertura gradual de compras públicas, proteção à propriedade intelectual e um capítulo específico voltado às pequenas e médias empresas.

Juntos, esses elementos desenham um novo marco para as relações comerciais entre Mercosul e União Europeia, com impactos que devem se estender ao longo da próxima década.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

relações comerciais União Europeia Mercosul Ursula von der Leyen Lula

Temas

Relações Exteriores

LEIA MAIS

Vetos Orçamentários

Consultorias do Senado e Câmara questionam vetos ao Orçamento de 2026

REDES SOCIAIS

Lula diz que Bolsonaro ganhou 30 mi de seguidores "falando bobagem"

VÍDEO

Trabalhadora chama Lula de "barbudinho mais sexy do Brasil"

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES