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Legislação

Lei que reconhece fibromialgia como deficiência entra em vigor

Matéria foi sancionada em julho do ano passado, mas estabelece um prazo de 180 dias para se tornar válida.

Congresso em Foco

19/1/2026 17:00

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Entrou em vigor nesta semana a lei que reconhece Síndrome de Fibromialgia ou Fadiga Crônica ou por Síndrome Complexa de Dor Regional ou outras doenças correlatas como deficiência. A lei nº 15.176/2025 se originou na Câmara dos Deputados, com o projeto de lei 3.010/2019.

A matéria foi sancionada em julho do ano passado, mas estabelece um prazo de 180 dias para se tornar válida.

Na medida, está prevista a criação de diretrizes para implementar:

  • Atendimento multidisciplinar;
  • Participação da comunidade em sua implantação, acompanhamento e avaliação;
  • Disseminação de informações relativas às doenças;
  • Incentivo à formação e à capacitação de profissionais especializados no atendimento à pessoa acometida pelas doenças; e
  • Estímulo à inserção da pessoa e à pesquisa científica que contemple estudos epidemiológicos para dimensionar a magnitude e as características das doenças.

A lei também determina a realização de estudos para criação de um cadastro único para portadores da condição, a fim de concentrar informações sobre as condições de saúde e as necessidades assistenciais dessas pessoas; os acompanhamentos clínico, assistencial e trabalhistas dessas pessoas; e mecanismos de proteção social necessários.

Lei foi sancionada em 23 de julho.

Lei foi sancionada em 23 de julho.Freepik

Tramitação

Em tramitação desde 2019 na Câmara, o texto proposto pelo ex-deputado Dr. Leonardo foi distribuído às comissões de Seguridade Social e Família e de Saúde. Com a troca de legislatura em 2023, o projeto não chegou a ser relatado em nenhum dos colegiados até 2024.

O deputado Josenildo (PDT-AP) apresentou requerimento para que a matéria tramitasse em urgência, o que deu celeridade ao processo. Em agosto do mesmo ano foi aprovado na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família e enviado à Plenário, com relatoria de Josenildo. Os deputados aprovaram o texto em setembro de 2024.

No Senado, a matéria foi aprovada em julho do ano passado, com relatoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES). O parlamentar já havia relatado o projeto na Comissão de Assuntos Sociais, quando recebeu parecer favorável no colegiado.

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