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FRAUDE BILIONÁRIA
Congresso em Foco
28/1/2026 | Atualizado às 11:56
Parlamentares de direita e esquerda intensificaram a articulação para instalar investigações parlamentares sobre suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. Até o momento, há quatro pedidos distintos em circulação: uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI), liderada pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS); um pedido de CPMI encabeçado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ); uma CPI na Câmara, proposta pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF); e uma CPI no Senado, liderada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE).
Diferentemente das CPIs instaladas de forma isolada na Câmara ou no Senado — que obedecem a uma fila cronológica de requerimentos —, a CPMI, por envolver deputados e senadores, não está sujeita à ordem de instalação, o que pode facilitar o início dos trabalhos, desde que o requerimento seja lido em sessão conjunta do Congresso Nacional.
O Congresso em Foco teve acesso à lista de apoiadores da CPMI articulada por Heloísa Helena e Fernanda Melchionna (veja os nomes mais abaixo). Os demais parlamentares mantêm sob sigilo os nomes que subscrevem seus pedidos.
CPMI liderada por Heloísa Helena e Melchionna
O requerimento busca apurar suspeitas de irregularidades atribuídas não apenas aos controladores do Banco Master, mas também a eventuais conexões político-institucionais e falhas de fiscalização do sistema financeiro. Para a criação formal da CPMI, são necessárias 198 assinaturas, sendo 27 senadores e 171 deputados.
Até terça-feira (27), o pedido reunia 34 assinaturas de senadores e 43 de deputados, totalizando 75 parlamentares. Apenas uma deputada do PT, Dandara (MG), e um senador petista, Fabiano Contarato (ES), haviam assinado o pedido até então.
"É nossa obrigação investigar o banditismo, seja financeiro, político ou de qualquer outra natureza. Este caso afeta milhões de pessoas que foram passadas para trás e podem ficar sem receber o dinheiro investido, inclusive servidores públicos aposentados do Rio de Janeiro. Então, vamos investigar", afirmou Heloísa Helena.
Outros pedidos em articulação
Paralelamente, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou ter reunido 42 assinaturas para a criação de uma CPI no Senado, número bem acima do mínimo exigido — um terço da Casa, equivalente a 27 apoios. Girão, no entanto, ainda não divulgou a lista de signatários.
A decisão de instalar a CPI no Senado depende do presidente da Casa e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), responsável pela leitura do requerimento em plenário e pela indicação do presidente da comissão. Atualmente, estão em funcionamento a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado, o que pode influenciar o ritmo de novas instalações.
Na Câmara, o deputado Carlos Jordy lidera um pedido de CPMI, que, segundo a oposição, já contaria com 177 assinaturas de deputados e 28 de senadores. Jordy informou que o requerimento será protocolado em fevereiro, com a retomada dos trabalhos legislativos, e disse que continuará coletando apoios por receio de que parlamentares sofram pressão para retirar suas assinaturas.
Já o deputado Rodrigo Rollemberg articula um pedido de CPI exclusivamente na Câmara, também sem divulgação dos nomes dos apoiadores.
Alvos e entraves políticos
Um dos principais alvos políticos da oposição é o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão de um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci. No texto do requerimento da CPMI, os parlamentares argumentam que as investigações criminais em curso não seriam suficientes para esclarecer todas as dimensões do caso.
Para que qualquer CPMI seja efetivamente instalada, além do protocolo, é necessária a leitura do requerimento em sessão conjunta do Congresso, atribuição que também cabe a Davi Alcolumbre. Só após essa etapa é possível indicar presidente e relator e iniciar os trabalhos.
Lista de parlamentares que assinaram o requerimento de Heloísa Helena e Fernanda Melchionna para criação da CPMI do Banco Master:
Senadores(as):
33 assinaturas. Mínimo necessário: 27 senadores
Deputados(as):
42 assinaturas. Mínimo necessário: 171
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