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FÓRUM DA AMÉRITCA LATINA
Congresso em Foco
28/1/2026 14:13
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o mercado não pode ser tratado como uma entidade abstrata, dissociada da política e da sociedade, e defendeu que estabilidade política e social são condições indispensáveis para a criação de um ambiente favorável aos negócios. A declaração foi feita durante discurso no Fórum Econômico Internacional da América Latina, realizado no Panamá.
Segundo Lula, não há desenvolvimento econômico sustentável em cenários marcados por desigualdade extrema. Para o presidente, combater a concentração de renda é parte central de qualquer estratégia de crescimento econômico na região.
"Muito dinheiro na mão de poucos significa pobreza; muito dinheiro na mão de muitos significa riqueza."
Integração regional e inclusão social
O presidente defendeu o fortalecimento da integração regional como caminho para o desenvolvimento econômico e social da América Latina e do Caribe. Segundo ele, iniciativas como sistemas de pagamento instantâneo, a exemplo do Pix, podem impulsionar o comércio regional e reduzir custos para empresas e consumidores.
Lula afirmou ainda que a integração deve se apoiar em princípios históricos compartilhados e na capacidade dos países de conviver com a diversidade política. Para ele, essas são condições essenciais para a construção de uma zona efetiva de cooperação regional.
O presidente também disse que a América Latina ainda carrega marcas de um processo de colonização que vai além da exploração econômica e se reflete na formação cultural e no comportamento das elites.
"Nós já fomos colonizados, recolonizados, já fizemos independência e continuamos colonizados. Porque muitas vezes a colonização não está na interferência de outro, está na formação cultural que o nosso povo teve. Nós precisamos mudar de comportamento. E precisamos criar um bloco, um bloco econômico, um bloco que possa dizer que a gente vai acabar com a fome nesse país."
Lula ressaltou que líderes eleitos têm como missão central melhorar a vida da população. O presidente também destacou que nenhum país será capaz de resolver seus problemas de forma isolada e que o futuro da região depende de cooperação entre os povos latino-americanos e caribenhos.
"Em 2014, nós anunciamos o fim da fome no Brasil. Eu fiquei 15 anos fora. Quando eu voltei, tinha 33 milhões de pessoas passando fome. Em dois anos e meio, eu acabei com a fome outra vez. Então é importante que a gente saiba que nós, líderes eleitos, fomos eleitos para governar, para melhorar a vida do povo. Senão não faz sentido a gente ser presidente da república."
Ao final do discurso, o presidente defendeu o fortalecimento de instituições financeiras regionais, como o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe, como instrumentos para financiar projetos de inclusão social, infraestrutura e integração econômica.
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