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CPMI DO INSS
Congresso em Foco
29/1/2026 18:19
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou a jornalistas nesta quinta-feira (29) que seu requerimento de prorrogação das atividades da comissão já alcançou as assinaturas necessárias para ser formalmente apresentado. A decisão cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
"A CPMI já tem todas as assinaturas necessárias para uma prorrogação de 120 dias. Eu entendo que esse é um prazo longo demais, nós entraríamos muito no calendário eleitoral e começaríamos a prejudicar, inclusive, a própria presença dos Parlamentares. Mas 60 dias o presidente pode nos conceder dentro desse próprio requerimento", disse Viana.
O plano do senador é demonstrar que o volume de informações colhidas pela CPMI torna necessária a expansão do cronograma para apresentação de um relatório completo. "Eu conversei com o presidente Davi Alcolumbre (...). Ele mostrou muito boa vontade em nós conversarmos e eu vou apresentar para ele toda a documentação, que não é pequena, são milhares de requerimentos", apontou.
O presidente ressaltou que, caso não seja possível obter a prorrogação pela via regimental, parte da comissão avalia a possibilidade de solicitar o prazo junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Esse é um assunto que vai ser discutido mais a frente pela comissão. Nós podemos colocar em votação isso. Mas primeiro eu vou conversar com o presidente Davi Alcolumbre, e tenho certeza que nós vamos ter uma boa solução para que a gente possa dar sequencia".
Plano B
O cronograma original da CPMI preve a conclusão dos trabalhos até o dia 28 de março. Carlos Viana possui um plano alternativo para caso o calendário precise ser mantido.
"nós temos 13 reuniões previstas oficialmente até a última semana de março. As duas últimas reuniões serão usadas para a leitura do relatório e, na quinta-feira (26), a votação do relatório, caso nós não consigamos a ampliação das datas da CPMI.
Foco no setor financeiro
Desde o início dos trabalhos, a CPMI do INSS realizou 51 reuniões, nas quais foram coletados 4,8 mil documentos, determinadas 43 quebras de sigilo e a identificação de 108 empresas suspeitas de envolvimento na fraude com descontos associativos do INSS. Na última reunião de 2025, Carlos Viana informou que as últimas oitivas serão dedicadas aos depoimentos de representantes de bancos, instituições financeiras e plataformas de pagamento.
O senador reafirmou em suas redes o compromisso com o objetivo da investigação. "Quero ser absolutamente claro. Quem roubou o aposentado, o órfão e a viúva vai pagar e será exposto. A CPMI existe para isso, revelar os culpados, doa a quem doer, e garantir que a verdade venha à tona".
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