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Congresso em Foco
5/2/2026 16:08
O presidente Lula revelou nesta quinta-feira (5) os detalhes de sua conversa por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre seu convite para o Brasil aderir ao seu Conselho da Paz, criado inicialmente para supervisionar a implementação do acordo de paz entre Israel e Hamas. Lula condicionou a aceitação à inclusão de representantes palestinos.
"Eu disse ao presidente Trump: se o Conselho for para cuidar de casa, o Brasil tem todo o interesse de participar. Agora, é muito estranho que você que o Conselho e você não tenha um palestino na direção desse Conselho. (...) É preciso que os palestinos existam junto a mim, senão não é uma comissão de paz", disse Lula em entrevista ao Uol.
Confira sua fala:
O presidente também afirmou estranhar os termos do acordo, que não define de forma clara como será feita a reconstrução das residências destruídas com os bombardeios israelenses. "É muito estranho que a proposta que foi apresentada de reconstrução de casa é mais um resort do que reconstrução de casa. Eu quero saber quem é que vai reconstruir as casas, os hospitais, as padarias, os bares que foram detonados", apontou.
Conselho da Paz
O Conselho da Paz proposto por Trump foi apresentado inicialmente como um órgão responsável por fiscalizar o cumprimento de um eventual acordo de paz entre Israel e o Hamas. No entanto, sua inauguração oficial, na última segunda-feira (19), indicou um escopo mais amplo: a carta de fundação não faz referência direta a nenhum dos dois lados do conflito.
Em vez disso, o documento propõe que o colegiado atue como um fórum global de promoção da paz em áreas de conflito, em moldes semelhantes aos da ONU, mas com a concentração de amplos poderes sob a liderança dos Estados Unidos e do presidente americano.
A iniciativa contou com a adesão de mais de 20 países, mas foi recebida com preocupação por representantes das principais potências mundiais. Todos os membros do Conselho de Segurança da ONU foram convidados, mas nenhum aceitou participar. O presidente da França, Emmanuel Macron, recusou publicamente a proposta.
O Brasil está entre os países convidados a integrar o conselho, com a sinalização de que teria um "grande papel" no órgão. Lula, no entanto, optou por uma postura cautelosa, evitando tanto a aceitação quanto a rejeição imediata do convite e mantendo conversas sobre o tema com representantes de outros países convidados.
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