Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Sul: região desafia Lula e expõe divisões na direita

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

ELEIÇÕES 2026

Sul: região desafia Lula e expõe divisões na direita

Com dois governadores de olho no Planalto e reeleição em jogo, a região combina favoritismo da direita e impasses locais.

Congresso em Foco

4/3/2026 | Atualizado às 7:51

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

Os Estados do Sul entram no ciclo eleitoral de 2026 com disputas abertas e cenários ainda em formação. A direita larga na frente, mas enfrenta divisões internas e desafios na definição de sucessores, enquanto a esquerda permanece fragmentada. Em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, o presidente Lula (PT) teve desempenho abaixo da média nacional no segundo turno de 2022 — dado que ajuda a explicar por que a corrida pelos governos estaduais na região é hoje liderada majoritariamente pela centro-direita e pela direita.

Quatro anos depois, o Sul continua a representar um terreno desafiador para Lula. Ao mesmo tempo, divisões entre aliados, indefinições sobre sucessões e alianças ainda em negociação mantêm o quadro em aberto nos três Estados.

Leia Mais

Eleição para governador: direita larga na frente; PT enfrenta pressão

Com dois governadores — Ratinho Junior (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS) — em movimento para disputar a Presidência da República e Jorginho Mello (PL) buscando a reeleição em Santa Catarina, a região se consolida como um dos tabuleiros mais estratégicos da eleição nacional, onde acordos tardios e decisões de última hora podem alterar o equilíbrio da disputa.

Eleito em 2022 pelo PSDB, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, migrou para o PSD, de olho na disputa presidencial.

Eleito em 2022 pelo PSDB, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, migrou para o PSD, de olho na disputa presidencial.Arte Congresso em Foco

Paraná: Moro lidera, mas veto do PP expõe impasse e abre discussão sobre troca de partido

A corrida pelo Palácio Iguaçu começou marcada por indefinições no grupo governista e por um impasse que envolve o senador Sérgio Moro (União Brasil). Pré-candidato declarado desde o fim das eleições municipais de 2024, Moro lidera isoladamente as pesquisas, segundo levantamentos recentes.

Apesar da dianteira, o ex-juiz federal enfrenta um obstáculo decisivo: o veto do comando regional do Progressistas (PP) à sua candidatura. O diretório estadual do partido decidiu, por unanimidade, não homologar o nome de Moro para o governo. A resistência ganhou peso porque PP e União Brasil integram, no plano nacional, a federação União Progressista, que exige decisões conjuntas sobre candidaturas majoritárias. Do contrário, Moro teria de procurar outra legenda para concorrer ao Palácio Iguaçu.

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), entrou em campo e costura um acordo pelo qual o seu partido indicaria o vice na chapa. Principal liderança do partido no Estado, o deputado Ricardo Barros (PR), inicialmente irredutível no projeto de candidatura própria, tem conversado com o senador sobre uma eventual costura. Barros é casado com a ex-governadora Cida Borghetti e pai da deputada estadual Maria Victoria (PP).

Em declarações recentes, Moro afirmou que sua candidatura é "irreversível" e que trabalha para construir uma solução dentro da federação. Ele também busca o apoio do PL.

O PP ainda avalia outros três caminhos: apoiar o nome que será indicado por Ratinho Junior; lançar candidatura própria, com a ex-governadora Cida Borghetti ou o ex-prefeito de Londrina Marcelo Belinati; ou ainda oferecer filiação a Rafael Greca, secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável e ex-prefeito de Curitiba.

No PSD, a indefinição também é significativa. Ratinho Junior, que se apresenta como pré-candidato à Presidência da República, centralizou a decisão sobre o sucessor. Nos bastidores, sinalizou preferência pelo secretário das Cidades, Guto Silva, mas evita assumir publicamente a escolha. Outros dois nomes do partido, Greca e o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, avaliam deixar o PSD até abril caso sejam preteridos.

Curi tem convite do Republicanos para disputar o governo. A sigla também tem simpatia por Rafael Greca.

Aliados do governador temem que a indefinição prolongada favoreça Moro, que, mesmo cercado de incertezas partidárias, percorre o Estado como candidato. O PL de Jair Bolsonaro tem indicado preferência por apoiar um candidato escolhido por Ratinho Jr., desde que o governador não concorra com Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. O Novo trabalha com a pré-candidatura do vice-prefeito de Curitiba, Paulo Eduardo Martins.

No campo da esquerda, o cenário é mais claro. O PT decidiu apoiar a pré-candidatura do deputado estadual Requião Filho (PDT), repetindo a estratégia adotada em Curitiba em 2024, quando abriu mão de candidatura própria. A aliança também marca uma reaproximação com a família Requião, após o ex-governador Roberto Requião deixar o PT no início de 2024. O ex-governador deve concorrer ao Senado, em dobradinha com Gleisi Hoffmann (PT).

Possíveis candidatos a governador no Estado.

Possíveis candidatos a governador no Estado.Arte | Congresso em Foco

Rio Grande do Sul: disputa apertada e tensão na base de Eduardo Leite

O cenário no Estado é um dos mais abertos do Sul do país. Pesquisa do Real Time Big Data divulgada em 4 de dezembro de 2025 aponta empate técnico triplo entre Luciano Zucco (PL), Edegar Pretto (PT) e Juliana Brizola (PDT).

Zucco tem apoio declarado do Republicanos e ganhou força após o Progressistas (PP) decidir desembarcar do governo Eduardo Leite (PSD) e sinalizar aproximação com sua pré-candidatura. Com forte presença municipal — mais de uma centena de prefeituras no Estado — o PP avalia ter capilaridade suficiente para impulsionar um nome competitivo e poderá indicar o vice na eventual chapa.

A sinalização favorável a Zucco foi aprovada pelo partido em janeiro, mas a reunião foi esvaziada por uma ala dissidente ligada a Eduardo Leite. Esse grupo defende aliança com o vice-governador Gabriel Souza (MDB), apontado como candidato do governador à sucessão. O PP ainda não formalizou a decisão final. Gabriel conta com apoio do PSD e com respaldo de lideranças do União Brasil.

Na esquerda, a fragmentação persiste entre Edegar Pretto, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e a ex-deputada estadual Juliana Brizola, apesar das conversas em busca de unidade. Juliana é neta do ex-governador Leonel Brizola, um dos principais nomes da esquerda brasileira. Edegar, por sua vez, é filho do ex-deputado Adão Pretto (PT-RS), um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), falecido em 2009.

Possíveis candidatos a governador no Estado.

Possíveis candidatos a governador no Estado.Arte | Congresso em Foco

Santa Catarina: favoritismo de Jorginho e risco de divisão conservadora

Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello (PL) parte como favorito à reeleição e lidera as pesquisas de intenção de voto. O Estado foi aquele em que Lula registrou seu pior desempenho em 2022 e permanece como um dos principais redutos conservadores do país.

Jorginho tem no PL sua base mais sólida, mantém diálogo com MDB e PP e conserva forte ligação com o ex-presidente Jair Bolsonaro. O principal risco à sua candidatura vem do próprio campo da direita: o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), tenta se consolidar como alternativa e pode dividir o eleitorado conservador.

Após meses de indefinição, o PL decidiu lançar uma chapa majoritária "puro-sangue", ao confirmar as pré-candidaturas de Carlos Bolsonaro e da deputada federal Caroline de Toni ao Senado. A decisão representou o rompimento de um acordo articulado entre as direções nacionais do PL e do PP, que previa o apoio de Jorginho à reeleição do senador Esperidião Amin (PP).

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, chegou a afirmar que Caroline não seria candidata ao Senado pela legenda. Diante da incerteza, a deputada iniciou conversas sobre eventual filiação a outras siglas. A situação foi destravada após intervenção de Jair Bolsonaro, que selou a candidatura de Caroline, decisão posteriormente aceita por Valdemar, mas que repercutiu negativamente no PP.

O Progressistas dá sinais de que pode romper com Jorginho e migrar para o projeto de João Rodrigues. O prefeito de Chapecó também busca o apoio do MDB. A legenda, que cogitava indicar o deputado federal Carlos Chiodini como vice na chapa de Jorginho, foi surpreendida com a decisão do governador de reservar a vaga ao prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo).

Na oposição, Décio Lima (PT), atual presidente do Sebrae, e Afrânio Boppré (Psol), vereador em Florianópolis, enfrentam dificuldades para romper a hegemonia da direita no Estado. Nas eleições municipais de 2024, o PT elegeu apenas sete prefeitos entre os 295 municípios catarinenses, sinalizando o tamanho do desafio para o chamado campo progressista.

Possíveis candidatos a governador no Estado.

Possíveis candidatos a governador no Estado.Arte | Congresso em Foco

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

jorginho mello governadores Ratinho Jr. rio grande do sul Paraná Lula Santa Catarina Sul Eduardo Leite direita esquerda valdemar costa neto pl PT carlos bolsonaro eleições 2026

Temas

Eleições

LEIA MAIS

PEC DA SEGURANÇA

União Brasil não abre mão de revisão da maioridade penal, diz líder

SEGURANÇA PÚBLICA

PEC da Segurança: PT defende que União fique com 50% de verba do FNSP

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES