Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Eleição para governador: direita larga na frente; PT enfrenta pressão

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

ELEIÇÕES 2026

Eleição para governador: direita larga na frente; PT enfrenta pressão

PL e PSD largam com maior número de candidatos na ponta das pesquisas. PT enfrenta vê poderio no Nordeste ameaçado. Alta renovação amplia incerteza e fragmenta a disputa.

Congresso em Foco

4/3/2026 | Atualizado às 7:43

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

A sucessão estadual de 2026 começa com um dado que, por si só, já altera o tabuleiro político: apenas nove dos 27 governadores podem disputar reeleição. A renovação elevada, combinada às pesquisas mais recentes nos Estados, indica uma largada mais fragmentada e competitiva do que a registrada após as eleições de 2022, e com sinais de avanço territorial da direita e da centro-direita.

Levantamento do Congresso em Foco, com base em pesquisas recentes dos institutos Paraná Pesquisas e Real Time Big Data, que fazem sondagem em todo o país, mostra que PL e PSD lideram ou aparecem em empate técnico em seis Estados cada, seguidos por MDB, Republicanos e União Brasil, com presença competitiva em cinco unidades da federação. O PT está à frente ou empata em três Estados; PSB e PP, em dois; PDT e PSDB, em um cada. A margem de erro das pesquisas é de três pontos percentuais.

Empates técnicos permitem que um mesmo Estado conte para mais de um partido, mas, ainda assim, o mapa revela maior capilaridade conservadora na largada. Em 2022, PT e União Brasil foram as siglas que mais elegeram governadores (quatro cada). O cenário atual sugere redistribuição de força, ainda não de resultado, mas de competitividade.

Levantamento considerou levantamentos do Paraná Pesquisas e da Real Time Big Data realizados entre o fim de 2025 e o início de 2026.

Levantamento considerou levantamentos do Paraná Pesquisas e da Real Time Big Data realizados entre o fim de 2025 e o início de 2026.Arte Congresso em Foco

Renovação e instabilidade administrativa

Com apenas nove governadores aptos à reeleição, 2026 tende a registrar alto índice de renovação. Entre os que podem disputar novo mandato, dois começam o ano em situação delicada: Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia, e Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco, aparecem na segunda colocação nas pesquisas. Os demais lideram ou estão tecnicamente empatados.

Ao mesmo tempo, 14 vice-governadores se movimentam para disputar o cargo máximo. Pelo menos 11 devem assumir o comando da máquina administrativa até abril, quando titulares que pretendem concorrer a outros cargos precisam renunciar. A troca de comando em plena pré-campanha tende a influenciar a correlação de forças local.

Rompidos com os seus vices, os governadores Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO), Marcos Rocha (PSD-RO) e Carlos Brandão (sem partido-MA) já indicaram que não vão concorrer a qualquer mandato este ano para não ceder o cargo que ocupam aos seus "inimigos íntimos", que postulam a sucessão estadual.

O comando da máquina administrativa tem peso decisivo em uma disputa eleitoral. Em 2022, 18 dos 20 candidatos à reeleição conseguiram renovar o mandato por mais quatro anos.

A distribuição dos estados, por região, entre os partidos.

A distribuição dos estados, por região, entre os partidos.Arte Congresso em Foco

Lista mostra número de governadores que cada partido fez.

Lista mostra número de governadores que cada partido fez.Arte Congresso em Foco

Nordeste: o teste decisivo para o PT

Principal reduto eleitoral de Lula desde 2002, o Nordeste concentra hoje o maior desafio estratégico para o PT.

A legenda governa quatro Estados na região, mas lidera com folga apenas no Piauí, com Rafael Fonteles. Na Bahia, ACM Neto (União Brasil) aparece à frente do governador Jerônimo Rodrigues (PT). No Ceará, Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB) estão tecnicamente empatados. Em Alagoas, JHC (PL) lidera. Em Pernambuco, o favoritismo é de João Campos (PSB) — aliado de Lula, mas fora do PT.

O cenário não representa perda consolidada, mas indica algo politicamente relevante: o Nordeste deixou de ser território confortável para o PT. Se o partido encolher na região, o impacto será duplo, na montagem de palanques presidenciais e na disputa pelo Senado, onde cada Estado elegerá dois nomes.

Leia Mais

Nordeste: eleição para governador coloca em risco hegemonia petista

Sudeste: São Paulo e MG indefinidos

No Sudeste, as eleições estaduais dialogam diretamente com o Planalto.

Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com vantagem e tende à reeleição, mas permanece no radar presidencial da direita. O presidente Lula tenta convencer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a entrar como nome competitivo da esquerda no Estado. Haddad já foi mais resistente à ideia, o resultado final das conversas, no entanto, ainda não foi definido.

Em Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos) aparece na frente, enquanto Rodrigo Pacheco (PSD) é pressionado pelo presidente Lula a entrar na corrida eleitoral. Cleitinho e Pacheco, no entanto, ainda não decidiram seu futuro político. O Estado tende a se tornar um dos principais campos de disputa entre projetos presidenciais.

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) lidera, mas o Estado pode passar por turbulência institucional caso o governador Cláudio Castro (PL) renuncie para disputar o Senado. Se isso ocorrer, o Estado terá de eleger nos próximos meses, via Assembleia Legislativa, um governador temporário. No Espírito Santo, há empate técnico triplo entre Republicanos, MDB e PSD, reforçando o cenário aberto.

Leia Mais

Sudeste: indefinições em SP e MG deixam cenário aberto para governador

Sul: direita numerosa, mas fragmentada

No Paraná, Sérgio Moro (União Brasil) lidera, mas depende da acomodação com o PP na federação União Progressistas. O diretório estadual do PP resiste em apoiá-lo e tenta emplacar candidatura própria. Como compõem uma federação, os dois partidos só podem ter um candidato. A indefinição partidária pode reconfigurar a disputa, inclusive com uma eventual mudança partidária de Moro.

No Rio Grande do Sul, há empate técnico triplo entre PL, PT e PDT, único Estado com três campos ideológicos distintos na dianteira.

Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello (PL) lidera, mas enfrenta risco de dispersão interna no próprio campo conservador por causa da entrada de Carlos Bolsonaro na disputa ao Senado.

A direita larga forte no Sul, mas ainda busca unificação.

Leia Mais

Sul: região desafia Lula e expõe divisões na direita

Norte: renovação quase total

Seis dos sete governadores da região não podem disputar novo mandato. O Amapá é o único caso com governador apto à reeleição.

Rondônia e Roraima registram empates técnicos envolvendo PL, Republicanos, MDB e PSD, evidenciando disputa pulverizada.

A sucessão no Norte tende a ser marcada por trocas de grupo político e alianças cruzadas.

Leia Mais

Norte: apenas um dos sete governadores poderá disputar a reeleição

Centro-Oeste: vices e Senado no radar

No Distrito Federal, Celina Leão (PP) lidera. Em Goiás, Daniel Vilela (MDB) aparece na frente. Os dois são vice-governadores de Ibaneis Rocha (MDB) e Ronaldo Caiado (PSD), respectivamente.

Em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) é favorito à reeleição. Em Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes (PL) inicia o ano na ponta.

Leia Mais

Centro-Oeste: vices e direita dominam corrida aos governos

O peso estratégico do Senado

A eleição estadual de 2026 terá impacto ampliado porque cada Estado elegerá dois senadores. Governadores influenciam diretamente a formação das chapas majoritárias e a construção dos palanques presidenciais. Uma mesma chapa pode reunir, localmente, candidatos de partidos que se enfrentam no plano nacional.

A eleição para o Senado é considerada estratégia e prioritária pelo governo Lula e pela oposição. Quem ampliar presença nos Estados terá maior capacidade de influenciar a futura composição da Casa responsável por aprovar ministros do STF, chefes de agências reguladoras e o procurador-geral da República, além de julgar processos de impeachment.

O que a largada revela

A comparação entre 2022 e o início de 2026 aponta:

  • Maior capilaridade de PL, PSD e Republicanos
  • Estabilidade competitiva de MDB e União Brasil
  • Redução estrutural do PSDB
  • Pressão sobre o PT no Nordeste
  • Indefinição estratégica da esquerda no Sudeste

Ainda é cedo para prognósticos definitivos. Convenções, alianças e eventuais federações podem alterar o cenário.

Mas a largada mostra algo claro: a disputa estadual está aberta, mais fragmentada e com potencial de redesenhar o equilíbrio político nacional, influenciando não apenas os governos regionais, mas também o Senado e a corrida presidencial. 2026 começa nos Estados. E o mapa inicial sugere que ninguém entra em campo com o jogo ganho.

Leia Mais

Senado, presidência e reeleição: o destino dos 27 governadores em 2026

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

pl eleições partidos direita PT governadores eleições 2026

LEIA MAIS

ELEIÇÕES 2026

Sudeste: indefinições em SP e MG deixam cenário aberto para governador

ELEIÇÕES 2026

Norte: apenas um dos sete governadores poderá disputar a reeleição

ELEIÇÕES 2026

Centro-Oeste: vices e direita dominam corrida aos governos

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES