Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Lula defende governança global da IA e alerta para riscos à democracia

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Lula defende governança global da IA e alerta para riscos à democracia

Na Índia, presidente pede ação coletiva para regular inteligência artificial. Presidente diz que IA pode gerar oportunidades ou aprofundar exclusões sociais.

Congresso em Foco

19/2/2026 | Atualizado às 10:34

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O presidente Lula afirmou nesta quinta-feira (19), em Nova Délhi, na Índia, que a governança da inteligência artificial precisa ser multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento. Ao discursar na sessão plenária da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, o presidente alertou que, sem coordenação internacional, a tecnologia poderá aprofundar desigualdades e ameaçar democracias.

"A quarta revolução industrial avança rapidamente enquanto o multilateralismo recua perigosamente. É nesse contexto que a governança global da inteligência artificial assume um papel estratégico", afirmou.

Lula participa de cúpula sobre impacto da inteligência artificial em Nova Délhi, na Índia.

Lula participa de cúpula sobre impacto da inteligência artificial em Nova Délhi, na Índia. Ricardo Stuckert/PR

Segundo Lula, o modelo de regulação da IA definirá a distribuição de poder no mundo digital. "Colocar o ser humano no centro das nossas decisões é tarefa urgente. O regime de governança dessas tecnologias definirá quem participa, quem é explorado e quem ficará à margem desse processo", disse.

O presidente citou dados da União Internacional de Telecomunicações segundo os quais 2,6 bilhões de pessoas ainda estão desconectadas da internet, o que amplia o desafio de inclusão digital.

Tecnologia com "caráter dual"

Lula destacou que a inteligência artificial tem potencial transformador, mas também carrega riscos significativos. Comparou a IA a marcos históricos como a aviação, o uso do átomo e a engenharia genética, que ampliaram o bem-estar, mas também geraram dilemas éticos e políticos.

"Toda inovação tecnológica de grande impacto possui caráter dual", afirmou.

De um lado, segundo ele, a IA pode elevar a produtividade industrial, melhorar serviços públicos e fortalecer áreas como saúde, segurança alimentar e energia. De outro, pode fomentar armas autônomas, discursos de ódio, desinformação e interferência eleitoral.

"Conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia", alertou.

Críticas à concentração de poder

O presidente também defendeu a regulamentação das grandes empresas de tecnologia. Para ele, capacidade computacional, infraestrutura e capital estão concentrados em poucos países e conglomerados privados.

"Quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação", afirmou.

Lula criticou o modelo de negócios baseado na exploração de dados pessoais e na monetização de conteúdos que amplificam radicalização política. Segundo ele, a regulação das big techs é necessária para proteger direitos humanos, garantir a integridade da informação e preservar as indústrias criativas.

Agenda brasileira

No discurso, Lula destacou que o Brasil lançou, em 2025, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, com foco na melhoria dos serviços públicos e na geração de emprego e renda. Também mencionou discussões no Congresso sobre um marco regulatório para a IA.

No plano internacional, defendeu que a Organização das Nações Unidas seja o espaço central para a construção de regras globais sobre a tecnologia.

A cúpula em Nova Délhi integra o chamado Processo de Bletchley, série de encontros intergovernamentais iniciada no Reino Unido, em 2023, para discutir segurança e governança da inteligência artificial.

Encontro com o Google

Durante a agenda na Índia, Lula também se reuniu com o CEO do Google, Sundar Pichai. Segundo o presidente, o executivo ressaltou a importância do Brasil para a empresa e mencionou investimentos no país, como o Centro de Engenharia em São Paulo.

Lula apresentou a estratégia brasileira para a área, incluindo a atração de investimentos em datacenters e iniciativas de digitalização de serviços públicos. A reunião também tratou de riscos associados ao uso da IA, especialmente em relação a mulheres e meninas, e de propostas de proteção à indústria criativa.

Ao encerrar o discurso, o presidente reforçou que o avanço tecnológico não é neutro e que o futuro da inteligência artificial dependerá das decisões políticas tomadas agora. "Sem ação coletiva, a inteligência artificial aprofundará desigualdades históricas", afirmou.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Índia IA democracia inteligência artificial Lula

Temas

Ciência e Tecnologia

LEIA MAIS

Carnaval

Oposição celebra rebaixamento de escola de samba que homenageou Lula

CARNAVAL

Escola de samba que homenageou Lula é rebaixada e recebe multa

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES