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MUNDO
Congresso em Foco
19/2/2026 15:49
O rei da Grã-Bretanha, Charles III, se pronunciou nesta quinta-feira (19) sobre a prisão preventiva de seu irmão, o ex-príncipe e ex-duque de York, Andrew Mountbatten-Windsor, investigado por má conduta em cargo público. O monarca expressou "profunda preocupação" com a notícias mas endossou o inquérito, reforçando a disposição da Família Real em colaborar com as investigações.
"O que se segue agora é o devido processo legal, justo e adequado, pelo qual esta questão será investigada de forma apropriada e pelas autoridades competentes. Neste processo, como já afirmei anteriormente, contam com nosso total e sincero apoio e cooperação. Quero deixar claro: a lei deve seguir seu curso", afirmou em nota.
Andrew Windsor foi expulso da Família Real em 2025, perdendo todos os seus títulos nobiliárquicos e o direito de habitar a residência oficial. Antes de ser preso, estava morando de favor em uma casa de campo do rei, no condado de Norfolk. O crime de má conduta em cargo público pode resultar em prisão perpétua no Reino Unido.
Veja a íntegra da nota:
"Recebi com profunda preocupação as notícias sobre Andrew Mountbatten-Windsor e a suspeita de má conduta em cargo público.
O que se segue agora é o devido processo legal, justo e adequado, pelo qual esta questão será investigada de forma apropriada e pelas autoridades competentes.
Neste processo, como já afirmei anteriormente, contam com nosso total e sincero apoio e cooperação. Quero deixar claro: a lei deve seguir seu curso.
Enquanto este processo continua, não seria apropriado da minha parte comentar mais sobre o assunto.
Enquanto isso, minha família e eu continuaremos cumprindo nosso dever e servindo a todos vocês. Charles R."
Inquérito contra Andrew
A investigação apura se Andrew vazou documentos sigilosos do governo britânico ao financista Jeffrey Epstein entre 2001 e 2011, quando atuou como enviado especial do Reino Unido para o comércio com os Estados Unidos. O inquérito foi aberto formalmente no último dia 9, após a divulgação do conteúdo da caixa de e-mail do empresário.
A relação entre Andrew e Epstein já vinha provocando desgaste para a monarquia desde 2010, quando o então príncipe manteve contato com o financista mesmo depois da primeira condenação por crimes sexuais. Em 2019, o aristocrata se afastou das funções públicas para conter o impacto político e institucional do caso, embora tenha mantido títulos naquele momento.
Em 2025, documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos trouxeram novas imagens e detalhes sobre o círculo de Epstein, aumentando a pressão sobre o palácio de Buckingham. Seus títulos foram removidos, retirando assim tanto suas regalias como aristocrata quanto o direito à partilha dos dividendos das múltiplas propriedades pertencentes à Família Real.
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