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Congresso em Foco
12/2/2026 17:50
A Corte de Apelações de Roma concluiu nesta quinta-feira (12) a etapa de audiências no processo de extradição da ex-deputada Carla Zambelli, com a manifestação tanto do Ministério Público da Itália quanto dos advogados de defesa. Superada esta fase, o tribunal deverá se reunir nos próximos dias para decidir se a ex-parlamentar deverá permanecer em solo italiano ou ser enviada ao Brasil.
O julgamento começou na quarta-feira (11), após quatro adiamentos para que fossem coletadas novas informações. Após a manifestação do Ministério Público e de um dos advogados, a sessão foi suspensa, e retomada hoje, com o posicionamento do representante diplomático brasileiro e do segundo advogado de defesa.
A extradição foi solicitada pelo Ministério da Justiça brasileiro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Se confirmada, Zambelli deverá cumprir pena na Penitenciária Feminina da Colmeia, no Distrito Federal. Ela se encontra desde julho de 2025 no Complexo Penitenciário de Rebibbia, nos arredores de Roma.
Na terça-feira (10) o tribunal negou um pedido da defesa da ex-deputada para que fossem substituídos os juízes responsáveis pelo caso. Os advogados acusaram o colegiado de se posicionar de forma "pró-extradição" ao solicitar informações sobre as condições de cumprimento de pena no Brasil.
Condenação
Carla Zambelli foi condenada no primeiro semestre de 2025 a 10 anos de prisão pelo STF por invadir os sistemas virtuais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela tentou inserir documentos falsos, incluindo um mandado de prisão do ministro Alexandre de Moraes. O caso foi revelado pelo hacker Walter Delgatti, coautor do crime.
Cidadã italiana por casamento, Zambelli fugiu para a Itália após o trânsito em julgado para evitar o cumprimento da pena. O governo brasileiro acionou a Interpol, e a Justiça italiana decretou sua prisão em julho. Ela segue sob custódia na penitenciária feminina de Rebibbia até que seja decidida sua extradição.
A sentença de Zambelli incluía a cassação de seu mandato como parlamentar. O trecho foi submetido à votação em plenário na Câmara dos Deputados em dezembro, e não atingiu o mínimo de votos necessários para ser implementado. O STF determinou novamente sua cassação, e a deputada renunciou em seguida do cargo.
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