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Marcos Pereira é escolhido relator do acordo Mercosul-UE na Câmara

Presidente do Republicanos, Marcos Pereira colaborou com as negociações do acordo durante a gestão de Michel Temer.

Congresso em Foco

23/2/2026 13:08

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O deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP) foi escolhido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para assumir a relatoria do projeto que internaliza no Brasil o acordo comercial Mercosul-União Europeia. O texto está previsto para ser votado na terça-feira (24) na Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul e, em seguida, deve seguir ao Plenário.

Presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira foi ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços no governo Michel Temer e esteve entre os responsáveis pela continuidade das negociações do acordo naquele período. Como parlamentar, mantém boa relação tanto com a base do governo quanto com integrantes da oposição.

Marcos Pereira ressaltou importância estratégica da implementação do acordo Mercosul-UE.

Marcos Pereira ressaltou importância estratégica da implementação do acordo Mercosul-UE.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Em suas redes sociais, Marcos Pereira agradeceu a Hugo Motta pela escolha de seu nome como relator. "É uma grande responsabilidade e um passo decisivo para o futuro do Brasil", declarou, ao afirmar que se trata de uma matéria vital para o país. "Conduzir esse processo é uma honra e é estratégico para a nação, pois o acordo possibilita ampliar mercados, atrair investimentos e gerar empregos".

Segundo o deputado, o acordo Mercosul-UE representa "acesso a mercados, mais oportunidades para o Brasil e inserção real nas cadeias globais de produção". O congressista se comprometeu a "trabalhar duro" pela aprovação da matéria. "O mundo está se reorganizando, e o Brasil precisa decidir se lidera ou se fica para trás. (...) Não é apenas comércio. É estratégia. É o futuro econômico do país em decisão agora", completou.

Ao anunciar a nomeação de Marcos Pereira como relator, Hugo Motta também enfatizou a importância geopolítica do acordo. "Com as incertezas acerca da imposição de tarifas pelos Estados Unidos, resta ao Brasil lutar pela previsibilidade das relações comerciais internacionais", defendeu.

Negociação de 27 anos

Negociado desde 1999 e concluído politicamente em 2019, o acordo cria a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo os 27 países da União Europeia e Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia e Uruguai. Juntos, os blocos somam cerca de 720 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto superior a US$ 22,4 trilhões.

O tratado prevê a eliminação de tarifas sobre mais de 90% do comércio bilateral. A União Europeia tende a ampliar exportações de veículos, máquinas, vinhos e licores, enquanto os países do Mercosul devem ganhar maior acesso ao mercado europeu para produtos como carne bovina, açúcar, arroz, mel, queijos e soja.

Apesar de aceito pela cúpula da União Europeia, o acordo enfrenta resistência de países europeus exportadores de produtos agrícolas, liderados pela França, que questionaram a implementação no Tribunal de Justiça da União Europeia. Diante disso, o Brasil e os demais membros do bloco sul-americano trabalham para acelerar a internalização do acordo e viabilizar uma aplicação provisória até a decisão final do Judiciário europeu.

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