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CPMI DO INSS

"Está encerrado", diz Randolfe sobre decisão de Alcolumbre na CPMI

Randolfe Rodrigues negou recurso contra decisão de Davi Alcolumbre que manteve quebra de sigilos de Lulinha.

Congresso em Foco

3/3/2026 | Atualizado às 18:49

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O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou a jornalistas nesta terça-feira (3) que a base governista não pretende recorrer contra a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que manteve o requerimento de quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, contestado por aliados do Executivo na CPMI do INSS. Segundo o senador, o caso está encerrado.

"Nos rendemos e nos curvamos a um entendimento pacificado no dia de hoje. Do lado de cá, não tem ninguém que vai querer destruir as dependências do Congresso Nacional, do STF ou do Palácio do Planalto, como o outro lado fez num famigerado, triste 8 de janeiro passado. Então, da nossa parte, o entendimento foi pacificado. Essa é a causa. Está encerrada", declarou.

Líder do governo entende que parecer de Alcolumbre pacificou a discussão sobre requerimento da CPMI.

Líder do governo entende que parecer de Alcolumbre pacificou a discussão sobre requerimento da CPMI.Jefferson Rudy/Agência Senado

De acordo com Randolfe, embora Alcolumbre não tenha anulado a votação dos requerimentos, como defendia o governo, o presidente do Senado reconheceu falha na contagem anunciada pelo presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), que havia informado sete votos contrários. "Foi confirmado pelo próprio presidente Davi que tinha 14 presentes, maior que os presentes da oposição", afirmou.

O senador sustentou que o Executivo não vê problema na quebra de sigilo de Lulinha, uma vez que os dados bancários dele estariam à disposição da Polícia Federal desde janeiro. A insatisfação do governo, segundo ele, está na recusa da direção da CPMI em pautar requerimentos apresentados por parlamentares da base, que pedem convocações e quebras de sigilo de outros investigados.

"O que esperamos da direção da CPMI é que na próxima quinta-feira os nossos 25 requerimentos também sejam pautados", disse. Questionado se orientaria voto favorável caso os pedidos fossem votados em conjunto com a quebra de sigilos de Lulinha, respondeu: "com certeza".

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A disputa em torno da quebra de sigilos fiscal e bancário de Lulinha ocorre em meio à articulação de Carlos Viana para que Alcolumbre autorize a prorrogação dos trabalhos da comissão, que se aproxima do prazo final para apresentação do relatório. Randolfe indicou que o governo avalia não apoiar o adiamento.

"Se alguns colegas já estão com requerimentos, inclusive nós da base de apoio ao governo, variando para um outro tema correlato, significa que a própria investigação me parece que já se esgotou", afirmou. O senador defende que o tema seja levado à votação no plenário do Congresso Nacional.

Quebra de sigilo

O pedido de quebra de sigilo foi apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Ele argumenta que a providência é necessária para apurar a suposta entrada de R$ 300 mil vinculada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".

Lulinha foi citado em inquéritos da Operação Sem Desconto como possível beneficiário do esquema de desvios. Apesar de mencionado nas investigações, o filho do presidente não foi alvo direto da Polícia Federal.

Antunes, que teria ligação empresarial com Lulinha, é apontado como intermediador do esquema de descontos indevidos. Segundo as investigações, ele teria recebido valores e repassado a servidores envolvidos.

A votação ocorreu de forma simbólica e em bloco, em meio a tumulto. O resultado registrado foi de 14 votos favoráveis e sete contrários. Parlamentares da base acusaram Carlos Viana de fraude, sob a alegação de que 14 integrantes da comissão teriam se levantado para indicar voto contrário.

A bancada governista apresentou petição à Mesa Diretora para contestar o resultado. O caso foi analisado com base nas imagens da reunião. Alcolumbre concluiu que houve 14 votos contrários, mas que os favoráveis somaram 16, considerando que, em votações simbólicas, o apoio de titulares ausentes é presumido.

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