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Judiciário
Congresso em Foco
6/3/2026 | Atualizado às 18:14
O ministro do STF André Mendonça determinou a abertura de inquérito policial para apurar o vazamento de dados sigilosos do empresário Daniel Vorcaro. Após a decisão que levou à prisão do dono do Banco Master na última quarta-feira (4), foi vazado material obtido pela Polícia Federal no âmbito das investigações envolvendo o banco e outros personagens ligados ao sistema financeiro.
Mendonça acolheu ao pedido da defesa de Vorcaro, que solicitou que fosse investigado o vazamento de dados do celular do banqueiro. As conversas indicam a atuação de uma organização criminosa que teria promovido fraudes, manipulação de mercado e ações de intimidação contra funcionários e opositores, mas também expõem informações pessoais do banqueiro, inclusive em conversas íntimas com sua namorada.
Na decisão, o ministro do STF esclareceu que os documentos enviados à CPMI do INSS se limitam a elementos informativos obtidos pelo colegiado por iniciativa própria, já que a CPMI executa investigação independente sobre as fraudes do Banco Master, devido à ligação com os descontos previdenciários indevidos.
O relator reiterou ainda que, quando determinou a devolução dos documentos, pediu que ocorresse mediante "tratamento das informações" a fim de observar "rigorosamente as garantias fundamentais, inclusive quanto à preservação da intimidade".
"Não houve, em momento algum, qualquer compartilhamento dos elementos informativos anteriormente colhidos no âmbito das investigações presididas pela autoridade policial, sob a supervisão judicial desta Suprema Corte, com o colegiado parlamentar investigativo. Na esteira do que já esclarecido pela decisão anterior, tratam-se de investigações distintas, que preservam autonomia entre si, e, portanto, que contam com fontes de prova totalmente independentes."
Compliance Zero
A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de fraudes e irregularidades relacionadas ao Banco Master. As apurações apontam que Vorcaro contaria com uma estrutura paralela de monitoramento e obtenção de informações sobre pessoas consideradas adversárias de seus interesses.
Entre os investigados está Luiz Phillipi Mourão, apontado pela Polícia Federal como aliado do banqueiro. Conhecido pelo apelido de "Sicário", ele seria responsável por monitorar e obter informações sigilosas de alvos ligados às investigações.
Mourão tentou se matar na quarta-feira (4) na carceragem da superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais e está internado em estado grave em um hospital de Belo Horizonte. Segundo os investigadores, ele atuava como uma espécie de operador do banqueiro no esquema investigado.
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