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Caso Master

Toffoli diz que não teve acesso a dados do celular de Vorcaro

Gabinete afirma que conteúdo apreendido pela PF só chegou ao STF após André Mendonça assumir a relatoria do caso.

Congresso em Foco

6/3/2026 | Atualizado às 16:05

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O gabinete do ministro Dias Toffoli, do STF, afirmou nesta sexta-feira (6) que o magistrado não teve acesso ao conteúdo extraído pela Polícia Federal do celular do banqueiro Daniel Vorcaro enquanto esteve à frente da relatoria do caso.

Segundo nota divulgada pelo gabinete, os dados só foram encaminhados ao STF após o ministro André Mendonça assumir a relatoria. Toffoli deixou o caso em 12 de fevereiro, em meio a questionamentos sobre sua atuação e a um pedido de suspeição apresentado pela Polícia Federal.

"Até o dia 12 de fevereiro de 2026, data em que deixei a relatoria do caso, nenhum material havia sido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal".

Dias Toffoli negou ter tido acesso aos dados do celular de Daniel Vorcaro enquanto esteve à frente da relatoria do caso Master.

Dias Toffoli negou ter tido acesso aos dados do celular de Daniel Vorcaro enquanto esteve à frente da relatoria do caso Master.Rosinei Coutinho/STF

Ainda de acordo com o gabinete, a última decisão de Toffoli no processo, tomada na mesma data, determinou justamente que a Polícia Federal encaminhasse ao STF o material apreendido no celular de Vorcaro.

O conteúdo das mensagens interceptadas pela Polícia Federal foi divulgado na quarta-feira (4), após o ministro André Mendonça retirar o sigilo da decisão que autorizou a prisão preventiva do banqueiro, no âmbito da terceira fase da operação Compliance Zero. As conversas indicam a atuação de uma organização criminosa que teria promovido fraudes, manipulação de mercado e ações de intimidação contra funcionários e opositores.

Confira a íntegra da nota.

Saída da relatoria

A passagem de Toffoli pela relatoria foi marcada por controvérsias. Entre os episódios que geraram questionamentos estão uma viagem realizada com partes do processo e decisões que limitaram a análise de provas obtidas pela Polícia Federal.

Também repercutiu a informação de que o ministro é sócio de uma empresa que vendeu fundos ligados a Vorcaro parte do resort Tayayá, no Paraná. Em meio às críticas, o gabinete negou qualquer vínculo pessoal ou financeiro entre o magistrado e o banqueiro.

No dia 12 de fevereiro, ministros do STF divulgaram uma nota conjunta comunicando o afastamento de Toffoli da relatoria. No texto, afirmaram manter confiança no magistrado e apontaram inexistência de suspeição ou impedimento, ressaltando ainda a validade das decisões tomadas por ele no processo.

O caso envolvendo o Banco Master teve início após a liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central do Brasil, em novembro de 2025, diante de indícios de fraudes relacionadas a carteiras de crédito sem lastro. As investigações seguem sob sigilo parcial.

Em janeiro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou três representações apresentadas por parlamentares da oposição que também pediam o afastamento de Toffoli da relatoria do inquérito.

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