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Judiciário

OAB monitora ação no STF contra exames invasivos em militares mulheres

Recurso questiona abordagem diferenciada para candidatas do sexo feminino em concursos públicos das Forças Armadas.

Congresso em Foco

10/3/2026 15:06

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O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu, por unanimidade, ingressar como amicus curiae em deliberação do STF que discute a realização de inspeções médicas invasivas e diferenciadas para candidatas do sexo feminino em concursos públicos das Forças Armadas.

A decisão foi tomada pelo Conselho Pleno da entidade, em sessão realizada na segunda-feira (9) e marca mais um movimento institucional da Ordem em pautas relacionadas à igualdade de gênero, à dignidade da pessoa humana e à ampliação do acesso das mulheres a espaços historicamente marcados por barreiras estruturais.

Ao atuar como amicus curiae, a OAB não entra no processo como parte diretamente interessada, mas como instituição com legitimidade para contribuir com o debate constitucional. A medida permite que a entidade participe formalmente do debate no Supremo, para oferecer subsídios jurídicos, institucionais e constitucionais sobre a controvérsia em análise.

Relatora da matéria no Conselho, a conselheira federal Vera Lúcia Paixão fundamentou seu voto em parecer da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais. O entendimento apresentado sustenta que a imposição de exames invasivos exclusivos para candidatas mulheres pode configurar prática potencialmente discriminatória e ofensiva à dignidade da pessoa humana.

Conselheira federal Vera Lúcia Paixão, relatora da ação.

Conselheira federal Vera Lúcia Paixão, relatora da ação.Raul Spinassé/OAB

Segundo o parecer, esse tipo de exigência contribui para a manutenção de obstáculos históricos à presença feminina nas Forças Armadas. A avaliação é de que, ao impor às mulheres procedimentos diferenciados e mais invasivos, o Estado reforça um padrão desigual de acesso a cargos públicos, com impacto direto sobre o princípio da igualdade material.

"A atuação institucional em casos que envolvem discriminação de gênero e violação à dignidade da pessoa humana integra a agenda histórica da OAB."

Recurso

No STF, a ação discute a legalidade e a constitucionalidade da adoção de inspeções médicas invasivas e diferenciadas exclusivamente para candidatas do sexo feminino em concursos públicos das Forças Armadas. Com repercussão geral reconhecida, a Corte deve analisar se a exigência viola direitos fundamentais como igualdade, intimidade e privacidade.

O recurso está sob relatoria do ministro Luiz Fux desde 2022, quando chegou ao Supremo. Caso vá a julgamento, o STF poderá consolidar uma orientação nacional sobre os limites da administração pública na definição de critérios médicos e físicos para o ingresso de mulheres nas carreiras militares.

Recurso Extraordinário: 1.371.053

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