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Saúde e segurança serão prioridades do PDT, afirma líder na Câmara

Em entrevista ao Congresso em Foco, Mário Heringer (PDT-MG) defendeu concentração do Parlamento em pautas relevantes para a população.

Congresso em Foco

16/3/2026 7:00

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Em entrevista ao Congresso em Foco, o líder do PDT na Câmara, deputado Mário Heringer (PDT-MG), afirmou que saúde e segurança pública estarão no centro das prioridades políticas do partido neste ano. O parlamentar defendeu que o Congresso se concentre em pautas estruturais que afetam diretamente a vida da população.

Na avaliação de Heringer, o Brasil precisa de mais coragem política para enfrentar seus problemas reais, sem permitir que escândalos sucessivos, como o do Banco Master, desviem o foco das questões centrais. Para o deputado, o país vive um cenário em que temas fundamentais acabam atropelados por crises políticas e denúncias que consomem tempo e energia institucional.

O parlamentar também demonstrou preocupação com a escalada da violência, o avanço da misoginia e a necessidade de regulamentação das redes sociais que, segundo ele, exigem reação urgente, mas avançam com lentidão no Legislativo.

Urgência

Heringer colocou a saúde pública no topo da lista. Médico de formação, o deputado afirmou que seguirá atuando fortemente na área como já faz ao longo da trajetória parlamentar.

"O Brasil precisa resolver os seus problemas. E os problemas brasileiros, nesse momento, que mais chamam a atenção da gente, estão na saúde, sem dúvida nenhuma. A saúde continua sendo o maior problema. Eu vou continuar nessa bandeira forte, como sempre fiz, sou médico."

Segundo o líder do PDT, a sigla pretende intensificar atuação no campo da segurança pública, que precisa ser tratada como prioridade absoluta. O deputado afirmou que o tema tem peso crescente na rotina dos brasileiros e já se tornou fator de desorganização social e econômica.

Na visão do deputado, a insegurança não se resume ao medo individual, mas também afeta a circulação de pessoas, restringe a vida econômica e reduz investimentos.

"O crime está tirando a segurança das pessoas, prendendo as pessoas em casa. Os investimentos caem, porque as pessoas não se expõem mais. Não é qualquer lugar que você pode montar um comércio, alguma coisa, que você não seja submetido à violência de milícia, tráfico de drogas", reiterou.

O deputado esclareceu que, embora tenha definido outros eixos de urgência, o partido não abrirá mão de temas tradicionalmente associados à sua identidade política, como educação e trabalhismo.

"Nós, que somos do PDT, nunca vamos nos esquecer da bandeira da educação, que sempre foi uma bandeira nossa. Nós nunca vamos nos esquecer do trabalhismo."

Heringer também destacou a importância simbólica e concreta do trabalho como base da vida econômica e social. "O trabalho é o que faz tudo que está em nossa volta. Tudo é fruto de trabalho", ressaltou.

Outra preocupação mencionada pelo deputado é com a crescente onda de violência contra a mulher e misoginia. Heringer cobrou reação institucional diante da propagação de conteúdos violentos e degradantes, especialmente nas redes sociais.

"Um dia desse eu estava vendo um vídeo. 'Se ela disser não' e o cara chutando um equipamento de luta. Isso é inadmissível. É inadmissível que uma rede social possa prosperar e propagar isso."

Diante desse cenário, Heringer defendeu que o país precisa criar regras mais claras quando à atuação das plataformas digitais. Para o deputado, não é mais aceitável que redes sociais sirvam de vetor para a difusão de conteúdos violentos sem resposta legislativa à altura.

O parlamentar criticou o Executivo pela falta de ação nessas pautas. Na avaliação de Heringer, enquanto o Legislativo faz de forma lenta, o governo tem a possibilidade de fazer rápido, mas recua.

"O país está precisando de gente com coragem. O que o Legislativo faz, faz lento. Mas o Executivo, se quiser, faz rápido."

Ano de copa

Em seu sexto mandato, o deputado afirmou que ano eleitoral é ruim para a produtividade no Congresso. Segundo Heringer, além de dedicação política às campanhas, o período coincide com a Copa do Mundo, que "para o Brasil".

"Eu estou aqui há muitos anos, no meu sexto mandato, já vivi isso algumas vezes. O ano de eleição é um ano muito ruim para a produtividade, porque sempre é a Copa do Mundo também. São dois meses que o Brasil desfaz com a Copa do Mundo. Isso encolhe muito o ano."

Diante do curto tempo, Heringer defendeu que o Congresso selecione um conjunto de pautas prioritárias e concentre esforços nelas, em vez de "tentar abraçar tudo ao mesmo tempo". Para o deputado, o caminho é definir o que é essencial e avançar no que for possível antes que o calendário eleitoral interrompa a agenda legislativa.

O deputado afirmou que a paralisação faz parte do funcionamento democrático. "A democracia tem preço e esse é um deles", declarou. Heringer elogiou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pela condução das prioridades da Casa.

"Estou gostando de ver o Hugo nesse novo momento, muito focado em resolutividade. Eu acho que está andando bem e espero que continue."

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