Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. PF atribui papel central a Gorete Pereira em esquema de fraude no INSS

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

DEPUTADA COM TORNOZELEIRA

PF atribui papel central a Gorete Pereira em esquema de fraude no INSS

Decisão do ministro André Mendonça cita indícios de que deputada atuou na articulação política do esquema, recebeu propina e usou empresas e intermediários para ocultar repasses.

Congresso em Foco

17/3/2026 | Atualizado às 10:36

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE), alvo da nova fase da operação da Polícia Federal sobre descontos indevidos em benefícios do INSS, é descrita na decisão do ministro André Mendonça como uma peça relevante da engrenagem investigada. Embora a PF tenha pedido sua prisão preventiva e o Ministério Público Federal tenha concordado com a medida, o relator negou a custódia e optou por impor tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e outras restrições. Ao mesmo tempo, afirmou haver "inúmeros indícios" da participação da parlamentar nos crimes apurados.

Veja a decisão de André Mendonça.

PF vê indício de enriquecimento iilícito por Gorete Pereira.

PF vê indício de enriquecimento iilícito por Gorete Pereira.Antônio Augusto/Agência Câmara

Segundo a investigação reproduzida na decisão, Gorete integrava o núcleo central do esquema ao lado do empresário Natjo de Lima Pinheiro e da advogada Cecília Rodrigues Mota. A PF sustenta que os três controlavam associações como AAPB, Caap, Aapen e Probasp, usadas para operacionalizar descontos associativos fraudulentos em aposentadorias e pensões. De acordo com a PF, formalmente, essas entidades eram dirigidas por "laranjas", mas, na prática, seriam controladas pelo trio por meio de procurações, subordinados e domínio sobre os recursos financeiros.

Leia Mais

Quem é Gorete Pereira, deputada que usará tornozeleira eletrônica

Articulação política e operacional

No caso de Gorete, o papel atribuído pela investigação é o de articuladora política e operacional. Mendonça cita trecho segundo o qual a deputada "emerge no conjunto probatório" como "integrante relevante do grupo criminoso, com atuação na articulação política e operacional das associações fraudulentas". A suspeita é que ela usasse sua influência para viabilizar acordos com o INSS, pressionar servidores e dar aparência de legalidade ao esquema. A decisão afirma ainda que ela tinha procurações com amplos poderes para representar entidades perante a autarquia e firmar instrumentos que permitiriam os descontos indevidos.

A PF também atribui à deputada interlocução direta com autoridades do INSS e da Dataprev. Segundo a decisão, Gorete mantinha contato com o ex-presidente do instituto, Alessandro Stefanutto, e com Alan Santos, diretor da Dataprev, para acelerar a ativação das entidades. Em um dos trechos mais duros do documento, o ministro registra que ela "frequentemente contatava servidores do INSS, dentre eles Stefanutto, para, mediante pagamento de propina, viabilizar o credenciamento e ativação de entidades associativas".

Indícios de propina

No eixo financeiro, a decisão menciona dois valores expressos ligados ao nome da deputada: R$ 780.433,50, apontados em uma tabela de pagamento de propina, e R$ 1,5 milhão, citados em mensagem de Natjo a Cecília com a frase "E GORETE ganhando 1,5 milhões (sic)". Mendonça também fala em "quantias expressivas" recebidas por Gorete em sua própria conta, inclusive por meio de empresas de fachada associadas a ela e a familiares, como SOP Processamento de Dados Ltda., MIC Processamento de Dados, CEM Prestação de Serviços e Top Participações.

Essas empresas, segundo a PF, serviriam para lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial. A decisão reproduz mensagens em que Natjo sugere repassar recursos a Gorete por meio do escritório de advocacia de Cecília para "preservar as coisas", ao que a deputada responde: "Então, meu filho, você é que sabe." Em outro diálogo, ela diz que sair do escritório jurídico daria "mais credibilidade" do que sair da associação. O ministro também cita indícios de que Gorete teria adquirido, com recursos do esquema, um apartamento de R$ 4,43 milhões em nome de empresa administrada por sua sobrinha e um veículo de luxo de mais de R$ 400 mil.

Empresário e advogada presos

Natjo e Cecília aparecem na decisão como os outros dois pilares da trama. Ele é apontado como líder financeiro e operacional, responsável por controlar o fluxo do dinheiro, as planilhas e os pagamentos. Ela surge como operadora jurídica e institucional do grupo, atuando na formalização dos vínculos associativos, na interface com o INSS e no uso do escritório para dar aparência de legalidade às operações. Ambos tiveram a prisão preventiva decretada por Mendonça.

No caso de Gorete, o ministro adotou tratamento diferente. A decisão é explícita ao dizer que a prisão foi pedida pela PF, teve parecer favorável do MPF, mas acabou rejeitada porque "a condição de parlamentar da investigada impõe a aplicação do crivo mais elevado de análise". Em vez da prisão, Mendonça determinou tornozeleira eletrônica, proibição de contato com investigados, veto a acesso ao INSS, Dataprev e entidades associativas, recolhimento domiciliar noturno e entrega do passaporte. A decisão, porém, deixa claro que essas medidas não impedem o exercício do mandato.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

André Mendonça Alessandro Stefanutto INSS gorete pereira desvio de aposentadorias dataprev corrupção Polícia Federal

Temas

Justiça

LEIA MAIS

Carol Dartora aciona PF após ameaças de morte com insultos racistas

OPERAÇÃO SEM DESCONTO

Quem é Gorete Pereira, deputada que usará tornozeleira eletrônica

FRAUDE NO INSS

Deputada é alvo de operação contra fraude do INSS e usará tornozeleira

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES