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ENTREVISTA
Congresso em Foco
26/3/2026 7:05
O líder do PSB na Câmara, deputado Jonas Donizette (SP), saiu em defesa da permanência de Geraldo Alckmin na vice-presidência em uma eventual chapa de reeleição do presidente Lula em 2026. Em entrevista ao Congresso em Foco, Donizette afirmou que Alckmin é "necessário" ao projeto eleitoral do petista e avaliou que uma mudança na composição tornaria a disputa ainda mais difícil.
"Eu acho que ele é necessário, não é nem uma questão de discutir se ele vai ficar ou vai sair, ele é necessário. A ausência dele, a eleição já vai ser uma eleição disputada, mantendo a chapa. Se não mantiver a chapa, aí a coisa fica mais difícil ainda", declarou.
Jonas Donizette sustenta que a permanência do vice se justifica tanto por seus atributos pessoais quanto pelo papel político desempenhado desde a formação da aliança entre PT e PSB. Segundo ele, o ex-governador de São Paulo reúne lealdade, competência e confiabilidade, além de ter cumprido missões difíceis no governo.
Dormindo tranquilo
"Ele tem as mesmas qualidades que teve no passado. Não é só a lealdade, a competência também. Foram dadas missões bem difíceis para ele e ele cumpriu a missão a contento. É uma pessoa que, como a gente diz no jargão político, o titular dorme tranquilo. Não é um vice que fica sabotando, que fica conspirando", afirmou.
Na avaliação do líder do PSB, tirar Alckmin da chapa não seria inteligente do ponto de vista político. Donizette lembra que o partido trabalhou para levar o ex-tucano à aliança com Lula em 2022 e considera que essa composição foi decisiva para a vitória apertada sobre Jair Bolsonaro.
"O PSB fez todo um trabalho para que ele viesse, pudesse fazer a junção, compôs como vice. Foi algo que eu acho que foi fundamental para garantir a eleição, porque a diferença foi muito pequena", disse.
Força de Alckmin em SP
Jonas Donizette também contesta a leitura de que a vitória de Lula em 2022 se deveu sobretudo ao desempenho no Nordeste. Segundo ele, o peso de Alckmin apareceu de forma mais clara em São Paulo, principal colégio eleitoral do país. "Ao contrário do que muita gente pensa, o Lula teve no Nordeste a mesma votação que o Haddad teve. E em São Paulo, ele ganhou na capital, ganhou na Grande São Paulo, perdeu no Estado, mas por uma diferença menor, e essa diferença menor foi responsável pelo resultado geral da eleição", argumentou.
A despeito da boa relação entre os dois, Lula ainda não bateu o martelo sobre a manutenção de Alckmin como vice em sua campanha à reeleição. No último sábado, o presidente disse que a vaga está aberta para o ex-governador paulista, mas ponderou que uma eventual candidatura do atual vice ao Senado poderia ser mais útil para o governo.
"Eu ficarei imensamente feliz em ter o Alckmin vice outra vez. É um companheiro que eu aprendi a gostar, de muita lealdade, com muita competência de trabalho, um executivo extraordinário, ele só me ajuda. Mas você tem que conversar com o Haddad para saber onde colheremos mais frutos dele. Se ser candidato ao Senado, sabe, ajuda mais", declarou Lula.