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ELEIÇÕES 2026
Congresso em Foco
2/4/2026 10:26
O deputado federal Mendonça Filho (PE) oficializou nesta quarta-feira (1º) sua filiação ao PL, em Brasília, encerrando uma trajetória de mais de 40 anos no campo político que passou por PFL, DEM e União Brasil. A entrada no partido foi abonada por lideranças da legenda, entre elas o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, além do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e do senador Rogério Marinho (PL-RN)
A saída de Mendonça do União Brasil ocorre em meio ao desconforto com os rumos da legenda após a fusão com o PSL e, mais recentemente, com a formação da federação União Progressista. As divergências vinham se acumulando desde a incorporação partidária e culminaram na decisão de buscar um novo destino político.
O deputado deve se lançar ao Senado pelo PL. Sempre crítico do PT, foi inistro da Educação no governo Michel Temer e relator da PEC da Segurança Pública na Câmara. O texto foi aprovado pelos deputados em 4 de março.
Oposição ao PT
Ao anunciar a mudança, Mendonça afirmou que inicia um novo ciclo partidário sem alterar sua linha de atuação política. "Sigo como uma voz de oposição ao PT e defendendo o funcionamento das instituições democráticas, com a separação de poderes respeitando a Constituição Federal", declarou. O deputado também reafirmou o discurso oposicionista ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citando denúncias de corrupção no INSS e o caso do Banco Master como exemplos de críticas ao governo.
A filiação também se insere no esforço do PL para ganhar musculatura em Pernambuco, onde o partido enfrenta dificuldades para consolidar uma chapa competitiva para 2026. Mendonça era visto por Flávio Bolsonaro como um dos nomes desejados para disputar o Senado em uma lista divulgada pela imprensa com os nomes anotados por ele, Estado por Estado.
Nos bastidores estaduais, o movimento ocorre em meio a um cenário de fragmentação no campo conservador. O diretório do PL em Pernambuco é comandado por Anderson Ferreira, com apoio do deputado André Ferreira e aval de Valdemar Costa Neto. A legenda sofreu um racha após a saída do ex-ministro do Turismo Gilson Machado, que deixou o partido neste ano depois de perder espaço na disputa por uma vaga ao Senado.
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