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ADVOCACIA

OAB pede ao STF que barre uso de dados de Wassef em novo inquérito

Ordem pede que o Supremo impeça nova investigação com base em dados extraídos do celular do advogado de Bolsonaro.

Congresso em Foco

2/4/2026 | Atualizado às 8:15

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O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu ao Supremo Tribunal Federal que o ministro Alexandre de Moraes impeça a abertura de um novo inquérito com base em dados extraídos dos celulares do advogado Frederick Wassef, defensor do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os aparelhos foram apreendidos pela Polícia Federal em agosto de 2023.

A petição foi protocolada nesta quarta-feira (1º) e é assinada pelo presidente da entidade, Beto Simonetti. No documento, a OAB questiona o intervalo de quase três anos entre a apreensão dos celulares e a identificação, pela Polícia Federal, de possíveis novos elementos investigativos.

Wassef teve celular apreendido em operação sobre as chamadas joias sauditas de Bolsonaro.

Wassef teve celular apreendido em operação sobre as chamadas joias sauditas de Bolsonaro.Pedro Ladeira/Folhapress

Segundo a corporação, a análise do material, enviada ao Supremo em 4 de março deste ano, apontou a existência de "eventos fortuitos" nos aparelhos de Wassef, que deveriam ser formalizados em "procedimento apartado". A informação consta em despacho de Alexandre de Moraes, relator do caso, que em 19 de março pediu parecer da Procuradoria-Geral da República sobre os dados encontrados. Até o momento, não há prazo definido para manifestação da PGR.

Na avaliação da OAB, o tempo transcorrido entre a apreensão e a análise do conteúdo descaracteriza a hipótese de "encontro fortuito", expressão jurídica usada quando investigadores localizam indícios de outro crime durante diligência regularmente autorizada. Para a entidade, o que ocorreu foi uma tentativa de ampliar indevidamente o escopo da investigação.

"No caso, o que se observa é a tentativa de atribuir aparência de legalidade a uma indevida ampliação prospectiva do objeto investigativo", afirma a Ordem na petição encaminhada ao Supremo.

A OAB sustenta ainda que o procedimento descrito pela Polícia Federal se aproxima de uma "fishing expedition", expressão usada para definir buscas genéricas, especulativas e sem alvo determinado, prática vedada pela Constituição. A entidade também pede que, caso o Supremo autorize a abertura de novo procedimento, a defesa de Wassef tenha acesso integral ao material já documentado, conforme prevê a Súmula Vinculante 14 da própria Corte.

Frederick Wassef foi alvo de mandado de busca e apreensão em 2023 no âmbito da investigação sobre a venda de joias recebidas pelo governo Bolsonaro da Arábia Saudita. Além dele e do ex-presidente, outras dez pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal em julho de 2024. Entre os nomes estão Mauro Cid e Marcelo Costa Câmara. A corporação apontou indícios de associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos.

Em março deste ano, porém, a Procuradoria-Geral da República defendeu o arquivamento do inquérito no Supremo. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que não há legislação específica que discipline a destinação de presentes recebidos pelo presidente da República de autoridades estrangeiras.

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No mesmo mês, Gonet também pediu a Alexandre de Moraes autorização para transferir à Receita Federal a custódia das joias sauditas apreendidas. Segundo ele, como não haveria mais interesse criminal sobre os bens, a medida seria necessária para instruir procedimento fiscal destinado ao perdimento dos objetos e à posterior incorporação ao patrimônio da União. Atualmente, as joias estão armazenadas na Caixa Econômica Federal.

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